As autoridades da Flórida permitiram, nessa terça-feira (12), que parte da população do arquipélago de Florida Key retornasse as suas residências. O arquipélago, que possui mais de 1500 ilhas, foi severamente castigado pelo furacão [VIDEO] Irma, de grau quatro, no domingo, fazendo com que praticamente todo o arquipélago ficasse sem água potável, energia e sinal de telefone celular.

A entrada no arquipélago é restrita, pois ainda está havendo o trabalho de limpeza e verificação da integridade das pontes que interligam as ilhas. Segundo os últimos dados, cerca de 60% das residências ainda estão sem energia.

O furacão Irma [VIDEO] é associado até o momento a 10 mortes nos EUA, sendo seis na Flórida, três na Geórgia e uma na Carolina do Sul.

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Além das mortes nos EUA, o #furacão Irma já havia deixado um rastro de destruição no Caribe, deixando até o momento 37 mortos e milhares de desabrigados.

Além da liberação para parte dos moradores, alguns aeroportos voltaram a funcionar ainda que com seus serviços limitados. O governador da Flórida, Rick Scott, usou o termo “devastador” para caracterizar o ocorrido em Flórida Key. “Só espero que todos tenham sobrevivido”, disse ele. “É horrível o que vimos especialmente para Flórida Key, será uma longa estrada a partir de agora”, completou.

As equipes estão trabalhando para liberar a Estrada Um, que interliga a maioria das ilhas. Enquanto isso, as inspeções nas outras estradas continuam. As pessoas com autorização estão tendo acesso às cidades de Key Largo, Tavernier e Islamadora desde as 7 horas (8h no Brasil).

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Todos foram advertidos de que os serviços da ilha eram limitados, a maioria das áreas está sem água, energia e o sinal de telefone é instável.

O presidente Donald Trump lançou um plano ajuda federal de emergência para a Flórida, e descreveu o furacão como “Um grande monstro”.

Mas não foi só a área de Flórida Key que sofreu com o Irma, em todo o estado foram registradas enchentes históricas. Dos 178 medidores, 51 marcavam estado de inundação, com algumas das piores inundações na região de Jacksonville onde os rios St. Johns e Cedar atingiram níveis recordes de cheias. Outro problema persistente em meio ao caos causado pelo Irma é a falta de energia. Os serviços públicos americanos relatam que cerca de 7,4 milhões de residências e empresas estão sem energia elétrica na Flórida e em estados vizinhos e acrescenta que a restauração completa dos serviços podem levar semanas.

O #Furacão Irma foi rebaixado a ciclone pós-tropical e seus ventos, que chegaram a 251 km/h, agora estão a apenas 40. O ciclone está entre os estados da Geórgia e do Alabama e segue perdendo força.