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Neste sábado (9), aconteceu um protesto de proporções até então inimagináveis contra a saída do Reino Unido da #União Europeia. A manifestação ocorreu um ano depois de ocorrido o referendo popular, em que a maioria dos eleitores preferiu que o Reino Unido se retirasse do bloco de livre comércio da Europa, conhecido como União Europeia.

É importante lembrar que o Reino Unido é integrante da União Europeia (UE) desde janeiro de 1973, na época denominada Comunidade Econômica Europeia (CEE). Um dos impasses vivenciados pelos britânicos era o entendimento a integração monetária entre as nações do bloco, sendo que jamais admitiram a extinção da libra esterlina, que ainda hoje é sua moeda oficial, em contraponto ao Euro que foi a moeda adotada para circulação comum nos países europeus [VIDEO] que fazem parte do bloco.

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Essa região de livre circulação monetária é denominada zona do Euro.

Brexit

Popularmente conhecido como #brexit, sigla em inglês que faz a junção das palavras inglesas britain (Bretanha) e exit (saída), foi a campanha pró e contra a saída do Reino Unido da UE, na qual a opção pela saída venceu totalizando 51,9% dos votos válidos, em junho de 2016.

Contudo, ao que se tem notado nos últimos meses, há opiniões ainda muito divergentes com relação ao Brexit, pelo menos para os manifestantes que levavam em punho bandeiras da União Europeia e placas em defesa da permanência do Reino Unido no bloco europeu, após uma concentração às 11 da manhã deste sábado (09), no maior parque de Londres, o Hyde Park, a multidão caminhou pela Parliament Square.

Segundo informações da imprensa local, a polícia londrina preferiu não detalhar o número exato de participantes do protesto que foi batizado de antiBrexit, limitando-se a dizer em comunicado que a quantidade de manifestantes superou a casa dos milhares.

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Contudo, para os organizadores do evento, que até então esperavam cerca de 50 mil de manifestantes, o evento contrário ao Brexit pode ter reunido dezenas de milhares de pessoas.

Parlamento britânico

Com a ainda tramitação das regras para aplicação do Brexit pelo Parlamento britânico, há uma pauta em demanda com as últimas repercussões do artigo publicado pelo diário britânico The Guardian, informando sobre um documento do gabinete da administração interna do Reino Unido, pasta sob comando da primeira-ministra Theresa May, onde já haveria pontos sobre novas regras da política migratória, relacionados a cidadãos provenientes de países da UE [VIDEO].

A presença de líderes dos Democratas Liberais, bem como os legisladores do Partido Trabalhista da House of Commons, numa manifestação popular antiBrexit por si só demonstra que as negociações do Brexit entre União Europeia e Reino Unido, que devem começar oficialmente em 19 de junho de 2018 e serem concluídas em 30 de março de 2019, já estariam sendo motivo de atenção antecipada pela mídia, comunidade e Parlamento britânicos. #Trabalhar no exterior