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Em 28 de agosto, Quincy, um menino de 8 anos, filho de um casal birracial (branco e negro), que brincava em um parque da cidade de Claremont (New Hampshire, #EUA), foi parar no hospital com marcas de enforcamento no pescoço.

Na ocasião, adolescentes racistas [VIDEO] não admitiram dividir o mesmo espaço que ele. Começaram a insultar a inocente criança com injúrias raciais e ainda a machucaram.

Insatisfeitos em apenas ofender a vítima, eles amarram uma corda em volta do pescoço dela, simulando os antigos enforcamentos vivenciados pelos escravos.

Como resultado do traumático episódio, o menino sofreu ferimentos de queimadura na região.Possivelmente as marcas foram geradas quando os atacantes puxaram a corda envolta no pescoço da criança.

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Indignados com o acontecimento, moradores decidiram chamar atenção para o caso. Nesta terça-feira (12), centenas de residentes foram ao parque demonstrar apoio à família do menino. Eles cantaram músicas pacifistas e deram as mãos para simbolizar a união entre os habitantes.

Porém, os parentes da criança não participaram da manifestação. No entanto, outras famílias compostas por pares brancos e negros de cidades próximas a Claremont, compareceram ao evento.

De acordo com os casais birraciais presentes no protesto, o preconceito é uma realidade constante nos Estados Unidos [VIDEO]. Eles contaram à Fox News que souberam de casos semelhantes ocorridos com os colegas dos filhos deles, que chegaram a ser espancados porque não eram brancos.

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A idealizadora do evento, Rebecca MacKenzie, confessou ter se sentido compelida a realizar a manifestação. Segundo ela, o clima de intolerância racial e xenofobia (aversão a estrangeiros) aumentou no município.

Já o chefe da polícia de Claremont, Mark Chase, se limitou a dizer que seu departamento está investigando um “grave incidente” envolvendo jovens e um menino de 8 anos.

Mão emite pronunciamento nas redes sociais

Cassandra Merlin, mãe do menino agredido, publicou um manifesto no Facebook, em 7 de setembro. Nele, ela ressaltou que o racismo existe nos #Estados Unidos. Também demonstrou decepção por acontecer esse tipo de comportamento na pequena cidade onde vive, com cerca de 14 mil habitantes.

“Só quero por isto pra fora, a minha única intenção de tornar a história pública é mostrar a este país que o racismo ainda existe. Que ainda está tão vivo que as nossas crianças estão a viver num mundo de ódio. Estar exposto a todos os tipos de ódio. Entristece-me realmente que, mesmo numa cidade tão pequena, o racismo exista.O meu filho costumava adorar ser capaz de ir ao parque com a irmã mais velha e fazer [piqueniques]! Ele nem sequer está autorizado a ir lá fora sem mim #Justiceforquincy”, confira na íntegra.

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Por falar em racismo, vale lembrar que o Brasil foi o último país a liberar os escravos na América, em 1888. Crimes de ódio ainda são frequentes no território “tupiniquin”. #Crime de ódio