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Desde da realização do referendo popular aprovando a saída do Reino Unido da União Europeia, medidas pós-#brexit estão sendo discutidas para essa efetiva transição, ao que tudo indica o objetivo do Governo Conservador de Theresa May é dar início a uma detalhada revisão dos dados que refletem a real situação migratória em território britânico.

Segundo noticiado pelo jornal 'The Guardian', instituições financeiras do país já foram orientadas a fornecer relatórios trimestrais de 70 milhões de correntistas de agências bancárias estabelecidas no Reino Unido, o texto informa que o principal objetivo é coibir o acesso ao capital por pessoas sem documentação regular.

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Críticas

Sob intensas críticas de representantes da sociedade civil, as recomendações de May devem criar um 'ambiente hostil' para imigrantes ilegais no Reino Unido, contudo ainda não se sabe se haverá também algum impacto sobre os cidadãos da União Europeia e se a abrangência de tais medidas poderá inibir a abertura ou manutenção de contas bancárias de europeus após o Brexit.

Ativistas se manifestando contrários aos argumentos da primeira-ministra Theresa May [VIDEO], reagiram em favor dos correntistas potencialmente afetados, para representantes de ONG´s ligadas aos direitos dos imigrantes, tal sistema para coletar de dados sob a visão de 'status migratório' podem acarretar distorções e equívocos, afetando gravemente milhares de não britânicos, mas com direito de viverem no Reino Unido.

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Discriminação

Informações do Ministério do Interior não seriam confiáveis atualmente para a implantação das medidas dentro do sistema bancário britânico, os próprios documentos fornecidos pelo governo inglês são inconsistentes e muitas vezes incorretos, critica o diretor executivo do Conselho Conjunto para o Bem-Estar dos Imigrantes, Satbir Singh, as minorias étnicas podem sofrer imposições, mesmo estando legalizados no Reino Unido, alerta Singh.

Até a aprovação do Brexit [VIDEO] as leis bancárias em vigor previam critérios para se evitar a discriminação de clientes que residem legalmente no país, segundo fontes oficiais.

Início

A previsão é que já no mês de janeiro de 2018, todas as instituições financeiras terão de adotar uma postura preventiva, realizando revisões periódicas de sua carta de clientes, afim de informarem prontamente ao Ministério do Interior casos de falhas no processo cadastral, ainda que seus clientes apresentem passaportes e/ou visto de residência atualizados.

Cancelamento de contas correntes

Com os dados atualizados em mãos, o governo britânico prevê rastrear já no primeiro ano de verificação bancária, cerca de seis mil corretistas com vistos expirados, além de asilados sem autorização de permanência efetuando o encerramento das contas dessas pessoas em situação irregular, promovendo a saída voluntária desses correntistas do Reino Unido por conta da restrição de acesso ao capital.

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A elegibilidade bancária deve ser verificada com base na situação de #Imigração, ou seja, cidadãos da União Europeia com a confirmação do Brexit, prevista para 2019 poderão ser incluídos, os próprios europeus podem ter visto de permanência negados para por conta de não terem seguro de saúde abrangente, alerta uma leitora francesa do 'The Guardian' e residente no Reino Unido a 26 anos.

O foco é a imigração ilegal

O Porta-voz do Ministério do Interior saiu em defesa do novo sistema recomendado pelo governo de May, afirmando que haverá um maior empenho por parte dos órgãos de imigração em conceder melhor prestação de serviços aos imigrantes que estejam legalmente no país, em contrapartida com uma maior fiscalização para aqueles que violarem as regras de entrada de imigrantes no Reino Unido. #Trabalhar no exterior