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Segundo informações divulgadas pela rede BBC e pelo site Mail Online, um etíope que vivia na cidade de Birmingham, na Inglaterra [VIDEO], foi condenado à prisão perpétua – tendo que cumprir um mínimo de 33 anos de detenção antes de poder fazer qualquer apelo à justiça por uma possível revisão de sua pena – em função do crime bárbaro [VIDEO] que cometeu contra os dois filhos alguns momentos após ter calmamente jogado vídeo game com as crianças.

A sentença proclamada recentemente refere-se aos delitos que aconteceram nas primeiras horas do dia 28 de outubro do ano passado, quando Endris Mohammed, de 47 anos de idade, assassinou seus descendentes – o garoto Saros (8) e a menina Leanor (6) – sufocando-os com um pano embebido em gasolina, enquanto as crianças e a sua esposa dormiam em locais diferentes da residência da família.

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Além disso, o homem tentou explodir a casa de dois andares onde vivia ao provocar um vazamento de gás, de modo que pudesse tirar a vida de sua companheira, Penil Teklehaimanot (37). Ele chegou, inclusive, a iniciar um pequeno incêndio na porta da frente da habitação na esperança de que uma detonação ocorresse.

Entretanto, Penil, que estava no piso superior propriedade, acordou devido ao disparo do alarme contra chamas, e apagou o fogo com as mãos e os pés desprotegidos. As crianças foram encontradas no andar térreo sem consciência e levadas para dois hospitais diferentes, mas foram declaradas mortas com apenas um minuto de diferença – ambas sofreram queimaduras químicas em seus rostos, e faleceram devido à obstrução das vias aéreas.

Tentativa de suicídio e condenação

Ao perceber que a explosão da casa havia fracassado, Endris Mohammed, que trabalhava como motorista de Uber, dirigiu seu veículo por cerca de 64 quilômetros até os arredores do vilarejo de Butterton, situado em Staffordshire, onde estacionou e ateou fogo no táxi em uma tentativa de cometer suicídio.

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A ação falhou e o etíope sobreviveu, mas ele ficou desfigurado devido a graves queimaduras que lhe atingiram a cabeça e o rosto.

O julgamento do caso durou duas semanas, e teve como palco o Tribunal da Coroa (Crown Court) de Birmingham. No decorrer do processo, o réu admitiu que, de fato, assassinou seus filhos, mas alegou ter cometido o crime em uma época em que dificuldades financeiras o assolavam, e que devido a um transtorno depressivo, ele não estava em pleno domínio de suas faculdades mentais.

Contudo, investigações apontaram que Mohammed não apresentava qualquer histórico de doença mental, e passageiros que ele conduziu no dia do crime afirmaram que o homem parecia feliz – nem mesmo Penil notou alterações prévias de comportamento.

O magistrado que conduziu as audiências, Andrew Gilbart, afirmou antes de proclamar a sentença condenatória que o #Reino Unido se orgulha de possuir uma história de acolher estrangeiros que fogem de perseguições em seus países – exatamente a situação envolvendo Mohammed e Penil, que saíram da Etiópia, na África, em busca de uma vida melhor.

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Por outro lado, Gilbart enfatizou que o réu destruiu sua própria família "da maneira mais assustadora possível", e pagou a confiança que os filhos depositavam nele com morte.

Falando após a condenação, Penil Teklehaimanot disse que a dor de perder as crianças era "indescritível", e sobre as ações do marido, ela declarou: "Não consigo entender como alguém pode ser tão frio". #crime bárbaro #Europa