“Ele tinha muitos demônios no corpo e ódio dentro de si”. O desabafo é da primeira mulher do homem que invadiu uma #Igreja e abriu fogo contra os fiéis fuzilando 26 pessoas durante o culto, no domingo (5), no #Texas (EUA).

Tessa Brennaman, de 25 anos, fez a declaração em uma entrevista à emissora CBS News, na sexta-feira (10), nos Estados Unidos. Ela foi casada com Devin Patrick Kelley, de 26 anos, que deixou o mundo horrorizado com a matança em massa no #Ataque à igreja batista da cidade de Sutherland Springs. Foram 450 tiros. De acordo a polícia local, após a chacina, Kelley fugiu da perseguição de moradores e se matou com um tiro na cabeça.

Publicidade
Publicidade

Abusos, arma na cabeça e fratura de crânio

Em rede nacional de televisão, Tessa descreveu o casamento com o ex-marido como um pesadelo repleto de abusos. Ela contou que foi ameaçada de morte por causa de uma multa por excesso de velocidade no trânsito. Aos gritos, Kelley repetia: “Você quer morrer?”, com a arma encostada na cabeça dela.

Em 2012, ele fraturou o crânio do enteado de 2 anos. Chutar, espancar e tentar enforcar foram atos de violência contra Tessa que ele acabou confessando à Força Aérea americana, onde servia. Após o julgamento em uma corte marcial, ficou preso por um ano e, depois, acabou expulso por má conduta.

As ameaças de morte feitas por Kelley se estenderam à família de Tessa, especialmente à sogra, intimidada por mensagens de celular. Ela frequentava a igreja batista de Sutherland Springs, mas não estava lá com o seu marido no dia do ataque.

Publicidade

VEJA um trecho da entrevista de Tessa, em inglês, relatando que vivia em constante medo com Kelley:

Falha

Após ser julgado por violência doméstica, Devin Patrick Kelley perdeu o direito de comprar armas.

Porém, a Força Aérea não repassou o histórico ao FBI. Assim, os dados não constavam no Centro de Informação Criminal Nacional, e Kelley ficou livre para adquiri-las e provocar a matança.

Sete dias depois do horror

Uma semana depois do ataque que provocou perplexidade mundo afora, onze dos 20 feridos no ataque ainda estão hospitalizados.

O pastor da igreja batista de Sutherland Springs pensa em demolir o templo e, no lugar, construir um memorial às vítimas da barbárie.

Um culto em homenagem aos 26 mortos foi programado para ser realizado próximo à igreja no domingo (12).

Difícil mesmo será a comunidade americana, até então pacata, retomar a vida normal [VIDEO] depois da tragédia.

O presidente Donald Trump considerou o ataque o pior já registrado na história do Estado americano do Texas.