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As discussões entre a sociedade católica sobre as mudanças que a #Igreja vem adotando nos últimos anos ganha proporção mundial e se aprofunda ainda a cada dia. A igreja vive uma crise que teve origem principalmente em 1988, quando o papa expulsou um grupo dissidente tido como conservador, entre outras decisões tidas radicais, gerando confusão interna e divisão de ideias entre os mais influentes. Outro exemplo foi quando a igreja excomungou o arcebispo francês Marcel Lefebvre, por ter criado outros bispos sem a permissão de Roma.

Já entrando no quinto ano de seu pontificado [VIDEO], o #Papa Francisco lida com a situação com muitas ressalvas, tentando agradar a gregos e troianos, sem, no entanto, se expor, para não causar a impressão de estar disseminando uma nova teoria, em um mundo de tantas diferentes visões da realidade atual, onde uma simples palavra pode ser interpretada de forma tão múltipla que pode gerar um motivo de revolta de alguns setores.

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As mudanças provocadas pelo Papa Francisco

Para equiparar a igreja as diferentes visões inter-raciais tão diversificadas no mundo atual, o Vaticano trabalha por personificar a Cúria Romana, combatendo a burocracia extrema e buscando a reforma do clero, dando maior legalidade ao estado laico. Mas, essa mudança encontra muita resistência. afirmam os especialistas

O Papa Francisco se fortaleceu mirando aqueles que considerava seus adversários internos e sobrepondo se a eles. Em uma atitude ousada, no ano de 2015, disse que a Cúria estava infectada por um rio de corrupção e que, de forma espiritual, sofria do mal de Alzheimer. Protagonizou diversas mudanças sobre o que se chama de padrão do Vaticano, organizando uma equipe de cardeais que seria responsável por organizar a reforma nos procedimentos da Cúria, aumentou o controle sobre as finanças do Banco do Vaticano, rejeitou o refinamento papal, preferindo morar na hospedaria da casa Santa Marta, em um quartinho e, o mais polêmico, declarou abertamente que a Igreja Católica deve amar os homossexuais.

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Liberou também os divorciados a receberem a comunhão, o que antes era proibido. Todas essas decisões renderam lhe muitas críticas.

O catolicismo nos dias atuais

Pesquisas realizadas [VIDEO] recentemente revelam que o #Catolicismo, apesar de ainda ser a maior denominação religiosa vista no mundo e de ainda exercer uma influência sem igual, está em constante declínio no mundo, mais especialmente na Europa. No ano de 1974, 75% dos brasileiros confessavam o catolicismo, e em 2016, apenas 50% da população brasileira se declara católica.

O Papa Bento 16 trabalhou para estancar esse processo e reverter a situação, pregando uma igreja mais ortodoxa, mas não obteve sucesso, sendo ao final engolido pela Cúria Romana. Já o Papa Francisco se enveredou pelo caminho inverso. O atual papa tem hoje 81 anos de idade, e os especialistas põem em dúvida quanto gás ainda lhe resta para manter essa linha, apesar de sua habilidade em tratar de assuntos polêmicos, que envolvem pensadores e religiosos do mundo todo.

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Sua forma tradicional de tratar os assuntos que envolvem o Vaticano e o mundo católico tem conseguido equilibrar a balança. Mas será preciso muita sabedoria e cautela para enfrentar os desafios vindouros.