Crise, crise do capitalismo ou crise econômica - todas as nomenclaturas se referem à mesma situação: quando um país se torna incapaz de controlar fatores como a alta da inflação sem que as ações prejudiquem a produção de bens e serviços, como também a sua comercialização e também o consumo. O termo aplica-se a variadas situações em que instituições ou ativos financeiros rapidamente se desvalorizam.

A economia acontece em ordem cíclica e alterna etapas nas quais se expande e etapas nas quais se contrai - essas oscilações são chamadas de ciclo econômico. Um ciclo econômico tem quatro fases: o "boom" - quando a atividade econômica atinge o seu auge; a depressão - quando há queda dos indicadores; a recessão - quando a depressão passa de dois trimestres (consecutivos) e a estagnação - quando os inicia novamente o ciclo, com os índices começando a subir.

Joseph Schumpeter imaginou uma classificação das crises do capitalismo, que define os tipos de ciclos, de acordo com a sua duração: os ciclos sazonais - os que duram um ano; os ciclos kitchin - que duram três anos; os ciclos de Juglar - que duram entre nove e dez anos; os de Kuznets - que duram de 15 a 20 anos e os de Kondratiev - que duram de 48 a 60 anos. As quatro fases citadas acima foram também definidas por Schumpeter.

Já Karl Marx, previa três crises do capitalismo: a crise final - onde o capitalismo sofreria um colapso; a crise estrutural - que tenderia a ser cumulativa e as crises de superprodução - que seria cíclicas. Mas, segundo algumas teorias mais modernas, as crises ecônomicas não têm a mesma causa, conforme Marx supunha - se fosse dessa forma, seria bem mais fácil evitá-las, pois poderiam ser previstas.

Voltando às fases do ciclo econômico, uma crise econômica acontece no momento da depressão - podendo ser uma crise geral, afetando todos os índices ou uma crise (ou crises) que afeta apenas alguns setores. Muitas crises financeiras foram associadas a corridas aos bancos, nos séculos XIX e XX, e aconteceram durante períodos de recessão. Já outras são associadas ao estouro de uma bolha financeira, onde há uma quebra do mercado de ações.

Teorias sobre o desenvolvimentos dessas crises e de formas como evitá-las, existem muitas - o que não há é consenso entre os economistas. Como última referência, pode-se citar a Crise Econômica de 2008, a mais forte desde a Crise de 1929 que atingiu o mundo todo.