Muitas conquistas às vezes deixam de serem alcançadas não porque o sistema no qual essa ou aquela pessoa se encontra inserida não funciona, mas é porque a espécie deixa de cumprir seus deveres, sobretudo por ter em vista um benefício próprio. Como assim? A resposta é simples: é que certas espécies ao invés olhar no horizonte para enxergar o bem comum, procuram é "catar" as migalhas que lhes são postas próxima do próprio nariz. É? Sim! A justificativa vem a seguir.

Sabe-se que em muitas organizações algumas pessoas são periodicamente eleitas e/ou designadas para atuarem na esfera preventiva. Em troca e por força de Lei, às pessoas (eleitas) que receberam essa incumbência é atribuído certo tempo de estabilidade, não podendo ser desligadas da empresa de forma aleatória, ao "léu-deus-dará", ou seja, sem que haja um motivo técnico, disciplinar e/ou econômico, claro, comprovado.

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A obrigação e o benefício ocorrem como se em clima de "troca-troca", onde o objetivo maior é o dever de identificar a(s) possibilidade(s) de ocorrência de danos (pessoais e/ou patrimoniais), mas isso de forma disciplinada, coordenada, assistida e, sobretudo, responsável, para que a empresa e os seus trabalhadores possam ganhar-ganhar sempre em matéria de prevenção. No entanto...

Bom, no entanto nem sempre se vê harmonia entre as partes interessadas (empresa/empregado eleito e/ou indicado). Como assim? Bom, a pessoa uma vez eleita, ao invés cumprir com seu dever maior que é a prevenção fica é de "ôio" na estabilidade inicial de dois anos, e que pode chegar a três. Quer dizer então que uma pessoa pode deixar de cumprir com seus deveres em artes da prevenção? Sim! Isso pode ocorrer e ocorre com mais freqüência do que se pode imaginar.

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Mas isso é correto? NÃO! Isso não é correto e pode resultar em dispensa por justa causa, desde, e se comprovada a negligência em campos da prevenção. E daí?

E daí é que se a empresa e os colegas de trabalho tiveram a coragem de confiar na pessoa, seja em que aspecto for, então a pessoa precisa responder à altura. Responder e corresponder, claro. Mas por quê? Porque muitos AT/DO podem ocorrer e/ou estar na iminência de ocorrerem a qualquer momento, portanto é preciso agir preventivamente, dialogar com os colegas de trabalho, inspecionar as condições e/ou os comportamentos indevidos etc., para evitar que o AT/DO ocorra.

Agir e ter atitude preventiva, de um lado não é tarefa fácil porque se tem pessoas interessadas inimigas, ou seja, o empregador e seus capangas de um lado, e o próprio trabalhador que não entende ou faz de bobo para não entender a importância da prevenção. Mas do outro lado, se pode afirmar que ajudar ao próximo e a nós mesmos é tarefa gratificante. Muito gratificante.

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Então, o importante nisso tudo é eliminar o mal ainda em sua raiz, ou seja, se "se" perceber que o fulano, o beltrano e/ou o cicrano é candidato a somente ter estabilidade na organização, o melhor a fazer é educá-lo, e posteriormente treiná-lo a ser alguém que se importe com "alguém". Eliminar e ou isolar a pessoa que somente enxerga o próprio "umbigo" é a solução? Claro que não! Muita das vezes a pessoa pode ser fruto do meio em que vive; não foi educada no sentido de pensar na outra pessoa enfim, ninguém tem culpa (será?) de ser o que é, portanto, é preciso educar e treinar gente a ser gente antes de lhe atribuir alguma culpa.

É difícil encontrar pessoas assim? Não! Pode ser você, eu, quem está a seu lado. Pode ser quem está por ser aposentado(a); alguém que fez ou está na iminência de contrair uma dívida elevada (por exemplo: se casar ou deixar-se contrair ao matrimônio, mesmo que forçado; alguém que deseja construir o castelo e/ou pombal etc.). Também pode ser uma pessoa "pilantrópica", enfim, tem gente de toda e qualquer forma nesse mundo. E quem é você ou qual seria o seu papel se fosse eleito e/ou indicado a ser um prevencionista mesmo que temporário? Não precisa responder. Às vezes o silêncio é uma forma de resposta.