A resposta para esse problema/tema/questão pode ser de fácil compreensão, desde que a pessoa consiga imaginar/visualizar o cenário, por exemplo, de um trilho férreo, esse onde trens de carga e/ou de passageiros transitam em nível entre bairros, municípios, cidades, estados e em certos casos até entre países, nos hemisférios ou em cenários distintos envolvendo o comportamento de pessoas em suas relações consigo próprias e/ou com o meio ambiente.

Sob condição prática, é provável que muitos de nós já tenha ficado de pé sobre um dormente de trilho férreo, em uma grande reta. Se sim é provável termos observado que as "linhas", embora separadas se convergiram a um só ponto no horizonte, como se estivessem se "tocando" certo? Pois o que foi visto certamente foi uma "impressão" e/ou uma ilusão de ótica.

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Tal fenômeno é estudado na física e não é complexo entender isso. Esse assunto não precisa ser muito estendido. É fácil visualizar esse cenário e imaginar o que se pretende.

Nesse cenário é importante observar que cada linha possui um objetivo certo: a "linha/trilho" da direita de quem vai serve para sustentar as "rodas postas no lado direito" da locomotiva e seus vagões, e a linha/trilho da esquerda obviamente serve para sustentar as "rodas" da locomotiva e seus vagões, claro. Elas nunca vão inverter seus papéis se o movimento do trem for observado pelo lado direito de quem vai e nem ao contrário. Curvas? Nem pensar. Cruzamentos? De forma alguma, ou seja, a linha/trilho da direita eternamente vai servir ao lado direito do "trem", e o esquerdo..., portanto, sempre servirão ao mesmo propósito: possibilitar o trânsito livre de trens, apesar de uma linha/trilho estar na esquerda e outra na direita, lado-a-lado, cada um com sua particularidade.

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[Ia utilizar essa primeira parte para explicar outros assuntos, mas para evitar "choques" com questões comportamentais, políticas, religiosas, etc., e optei por falar no assunto a seguir que também é de suma importância].

Nas organizações, dependendo do que se estabelece como obrigatório em matéria de Prevenção de Acidentes do Trabalho (PAT) e/ou de Doenças Ocupacionais (DO) estabelece-se o uso obrigatório de Equipamento de Proteção Individual (EPI), por exemplo. É sabido que tudo aquilo que não faz parte do corpo humano é renegado, ou seja, pode incomodar, pode atrapalhar, causar incômodo etc., mas se há obrigatoriedade de se usar EPI é porque alguém qualificado e/ou especializado em identificar situações de PAT e/ou DO identificou sendo essa a forma (não única) de evitar danos à saúde do trabalhador, portanto, o EPI recomendado tem de ser utilizado e pronto e acabou até que se prove o contrário. Ou seja, a dispensa do uso seja oficializada e documentada pela autoridade competente, que por certo avaliará a necessidade e determinará a dispensa ou não do uso obrigatório de certos EPI's.

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Bom, com relação ao tema, a espécie trabalhadora vai deixar de ser o que é por causa do uso de um EPI? NÃO! Claro que não. Ao utilizar/usar o EPI recomendado a espécie humana ou animal vai estar é empregando um recurso técnico para evitar danos à sua saúde, e isso é fato indiscutível; o EPI vai deixar de ser EPI só porque o trabalhador opta por não utilizá-lo por ser um objeto sem vida, frio, incomodador? Claro que não! Então, como conviver com ambas as partes de forma atingir os objetivos esperados? Simples resposta: basta saber/reconhecer os porquês da utilização e utilizar.

O que o ser humano não pode é alterar as propriedades e/ou os fins dos EPI's, de um lado, ou, do outro lado, a espécie humana não pode fugir de suas obrigações adaptando os EPI's, ou seja, fingir que o utiliza, mas não o utiliza entende? O casamento, nesse caso, não seria perfeito, ou seja, das diferenças é muito certo sobrevir consequências drásticas, não sobre o EPI, mas única e exclusivamente sobre o ser humano. Fato!

Sintetizando a coisa se não a discussão vai longe, o que tem a ver a "linha do trem" se relacionando com o comportamento do trabalhador versus uso de EPI? Provável resposta: na "linha do trem" ilustrou-se que é possível conviver (conversão dos pontos) com as diferenças sem deixar as particularidades de cada "linha", e no outro caso, que o trabalhador diante da obrigatoriedade do uso de EPI terá sua saúde preservada desde que saiba discernir o que se pretende, que é a PAT e/ou uma ou mais DO, como por exemplo, a surdez, uma bronquite e por aí afora vai.

Esse assunto/tema ainda vai ser longamente discutido, inclusive por mim mesmo, um agente prevencionista que visa, sobretudo, ajudar as pessoas em seus locais de trabalho e as empresas a promoverem a redução e/ou até a eliminação de uma condição inapropriada de trabalho.