Interessante observar a forma com a qual certas espécies (homens e/ou mulheres) se comportam a fim repassar o que possuem em troca de alguma coisa, não necessariamente um punhado de moedas. Para exemplificar essa abordagem, claro, sem a mínima intenção de desfazer dessa ou daquela profissão, cita-se os comercializantes de verduras, legumes, frutas etc., em feiras; os que querem repassar jornais nas esquinas e/ou nas vias de trânsito, debaixo do "farol", segundo o dialeto paulista ou próximo ao "sinal", conforme o dialeto Belo Horizontino...; os que "xicamente" enfiado(a)s em seus ternos com gravatas de bolinha se ocupam em vender ações enfim, poder-se-ia citar ampla gama de exemplos dignos de respeito e, sobretudo, consideração, mas os citados são o suficiente nessa dissertação.

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Fato é que, por tradição e/ou costume, as pessoas no geral parecem dar mais atenção à voz pronunciada na forma mais intensa e/ou alta, a quem tem mais argumento e/ou é mais persuasivo junto ao público, principalmente se esse estiver aglomerado, aos gritos e ao mesmo tempo. Nesse cenário, se o público estiver em alta voz é claro e evidente que o proletor, além de ter de compensar a intensidade das vozes, também terá de falar mais alto ainda para ser ouvido(a). Isso é fato, ao contrário, o melhor a fazer é fechar a "maleta" e montar na mula, pois não venderá ou passará nadica-de-nada a ninguém.

No exemplo tocou-se na ocupação de vendedor, mas em todas as demais ocupações isso também pode ocorrer, ou seja, a intensidade da voz terá de ser observada e aplicada em conformidade ao que se quer.

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Óbvio, claro, e evidente, que o ambiente determinará o comportamento do "galo", por exemplo (de novo): quem arriscaria empregar uma alta intensidade da voz se diante um tribunal onde as espécies geralmente são educadas em demasia?; quem empregaria uma alta intensidade da voz em tom de alegria se diante um funeral?; ou quem, por brincadeira empregaria uma alta intensidade da voz do tipo: "tá pegando fogo" dentro de um Shopping em época de grande movimento?; agora, para finalizar esse parágrafo: quem chegaria e gritaria para uma linda espécie que o "seu zipper" está aberto... Louco faz isso, com certeza.

No parágrafo anterior o destaque foi a alta intensidade da voz, agora se invertermos a coisa, ou seja, se no lugar de "uma alto [...]" colocássemos o "a baixa intensidade [...]" é muito provável que o feedbak fosse diferente nos cenários utilizados, ou seja, o impacto talvez fosse menor, mais aceitável. Perceberam a diferença?

Assim se pode concluir que antes de sair por ai aos gritos é preciso avaliar o contexto onde a elevada (ou não) intensidade elevada da voz será aplicada, pois os resultados poderão se revelar inadequados para quem se descuidar ou para mais, ou para menos. Agora, se o motivo for uma revolução estomacal em iminência de expulsão... Hummmm.... O melhor é gritar mesmo, se não...