Acho muito engraçado essa nova "Lei da palmada",


Quando eu estava grávida e procurei o hospital público da gestante fui atendida por uma médica que mais parecia uma veterinária. Enfermeira que falava no celular enquanto me aplicava um injeção que escapava da minha veia. Não recebi a menor atenção.
Quando eu precisei do SUS para minha filha fui atendida com descaso e tive que levá-la a um hospital particular onde tive que arcar com os custos de um tratamento caro pois o que ela tinha não era "frescura de bebê" como o pediatra de plantão falou.
Quando fui buscar vaga para minha filha em uma creche municipal não me deram vaga pois são poucas e dão preferência a mães com mais filhos pequenos (as mesmas que fazem uso de todas essas bolsas que o governo fornece e muitas vezes nem trabalham fora e poderiam muito bem cuidar dos próprios filhos).


Agora o governo vem FINGIR que se preocupa e querer me ensinar como educar minha filha? Tá de brincadeira! Se fosse pelo governo, eu que tive um final de gravidez muito complicada hoje não seria mãe, se fosse pelo governo minha filha teria complicações por causa de uma infecção urinária seríssima que o hospital municipal tratou com descaso. E agora querem me dizer que tenho que educar do jeito que ELES acham melhor?


Pode parar com a palhaçada. Xuxa não dá palmada na Sasha? Claro que não, ela não criou nem educou a própria filha. Quando se tem 2 babás em tempo integral e um eterno SIM por poder realizar todos os caprichos de uma criança mimada é fácil demais educar.

Mas estou falando das meras mortais.

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Das mães que trabalham todos os dias, que estudam a noite, que precisam lavar, passar, cozinhar, dar banho, dar carinho e além de tudo precisam educar pois sabem que essa responsabilidade cabem somente a elas. Não me refiro as mães que moram em casas extraordinárias nos Estados Unidos e mesmo assim chamam a Super Nany pois não sabem controlar seus filhos mesmo ficando em casa o dia inteiro sem nada para fazer.

Falo das batalhadoras, das que são mães, professoras, babás, médicas, cozinheiras, dentistas, faxineiras, amigas, esposas. Tudo em uma só.

Existe uma grande diferença entre dar uma palmada e espancar uma criança e parece que os pais de antigamente sabiam bem disso. Ao invés de serem tão severos a tudo porque não educar esses novos pais? Porque não oferecem apoio aos pais e filhos que estão enfrentando um divórcio? O fato de existir uma lei para que os pais não batam nas crianças não vai acabar com os homicídios por maus tratos. O ser humano que tem coragem de um ato tão brutal contra uma criança se julga acima da lei. Isso só vai assustar mais os pais que tem como objetivo educar além tornar as crianças e principalmente os adolescentes mais donos da razão e consecutivamente mais incontroláveis.


Só um recado. Eu levei palmada, puxão de orelha, castigos leves e severos, olhares intimidantes e hoje sofro de uma grave síndrome: EDUCAÇÃO, RESPEITO e CARÁTER! E tenho certeza que isso tudo foi porque fui muito bem educada pela minha mãe, com uma voz firme, palmadas mas acima de tudo muito amor.


Minha filha levará palmadas sim, se merecer. Ficará de castigo sim, se for preciso. Mas levará palmada de mim e não de policial. Ficará de castigo no quarto e não na cadeia. E tenho certeza de que quando tiver os filhos dela vai dizer com orgulho que pretende educá-los como a mãe dela a educou.