O mundo é dos espertos. É o que dizem os mais entendidos ou que se acham mais entendidos em termos de relações humanas, mas se analisados alguns comportamentos se pode, infelizmente, concordar com essa alegação, aliás, que de vez em quando é exemplificada na mídia de qualquer nação. Frases do tipo "ninguém dá tiro no escuro", "quem planta colhe", e por aí afora são conhecidas até por quem ainda não tem experiência em julgar o que é certo e/ou errado, segundo a compreensão da pessoa e/ou da sociedade em cada época.

Tem gente que acha melhor adaptar e utilizar o gás de um "bujão" de gás GLP como combustível em seu veículo, do que ir a uma empresa especializada e/ou credencializada a fazer as adaptações; tem pessoas que preferem ir a um curandeiro do que ir a um médico responsável (não que o curandeiro seja irresponsável, mas...); ainda tem pessoas que preferem encontrar uma parteira, do que ir até um...; tem indivíduos que preferem deixar a família à míngua e dar preferência à aquisição de um veículo à diversão de todos, e por aí afora vai.

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Loucura tudo isso? Não! Tudo tende à opção sobre o que seja supostamente certo e/ou errado em um dado momento, e nem sempre se pode julgar e/ou condenar ninguém por causa disso ou daquilo, afinal, temos o "livre arbítrio" como legado humano. Mas se a opção a ser adotada for um sim e/ou um não, como ter a capacidade para encontrar outra decisão?

"Bão", nós no Brasil somos conhecidos pelo famoso "jeito" de resolver as coisas. Como exemplo, cito a mim mesmo da seguinte forma: o combustível do meu carro, velho carro é álcool ou para os mais chatos: Etanol. Bom, de acordo com o fabricante do modelo que ainda utilizo devo adquirir (não é de graça) e acrescentar um certo tipo de limpador do sistema, diretamente no tanque, para evitar a formação de sujeira e coisas assim. O aditivo é de custo elevado, e pelo volume contido em cada frasco a gente chega duvidar ser o suficiente para "limpar" todo o sistema.

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Assim, ao invés de adquirir um frasco, adquire-se dois, três. Dependendo da hora, até quatro. Mas aí surgiu um jeitinho de executar a mesma operação e objetivo, de uma forma mais em conta. Qual?

Vou contar: ao invés de inserir o aditivo recomendado, é só inserir gasolina no tanque. Olha que maravilha: funciona da mesma forma, porém a um custo muito, mas muito mais baixo. No lugar do aditivo recomendado adiciono gasolina, e mais álcool. É uma beleza. Há quantos anos faço isso?: 10, 13 anos e sem apresentar problemas. Bom, aí vem a questão: se existe um "sim" e/ou um "não", como optar por uma terceira opção? Simples. Vou explicar.

Gente, vejam só: se tudo o que fizermos, nos depararmos com a condição de optar pelo "sim' ou pelo "não" e somente essas, porque é que geralmente procuramos uma terceira opção e/ou alternativa técnica, ou seja, dar um "jeitinho"? Se o comportamento adotado por nós der certo - ótimo!, parabéns pelo que inventamos porque deu certo, então prevalece o "sim", mas e se a atitude que adotarmos resultar em "errado"? Bom nesse caso teremos de pagar um preço por nossa atitude, ou seja, por termos adotado a opção denominada "jeitinho".

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Essa é a consequência perceberam?

Então, se pode dizer que quando optamos por uma terceira opção de entre duas, e/ou um recurso técnico de primeira, segunda e/ou terceira dimensão, é porque queremos encurtar o caminho entre o certo e o errado, entre o possível e o impossível, mas as consequências "podem" resultar em algo desejável ou não.