Dentre as obrigações acadêmicas para se obter um título, seja em que nível for, a construção de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e/ou Monografia talvez seja a mais temida por muitos acadêmicos, não porque a tarefa seja difícil, custosa, demanda tempo à pesquisa em livros e/ou em dispositivos eletrônicos ou porque tem-se de optar por um Estudo de Caso ou uma Revisão bibliográfica etc. Essas partes são até “gostosas” de serem feitas porque exigem movimento, dinamismo, entrega da mente, resiliência, flexibilidade etc.

A maior chatice se pode dizer, que envolve a construção do texto são as inúmeras regras que não somente devem ser observadas, mas também aplicadas, e isso tem se revelado um desespero para muitos acadêmicos. Mas construir um TCC seguindo Normas para se fazer citações diretas, citações indiretas, para formatar gráficos, figuras, tabelas, quadros etc. é tão aterrorizante assim? A resposta é “Não!”. É uma verdadeira “merd...”, mas isso é tolerável. Qual é o problema então? O problema, ou seja, o pior e o mais aterrorizante de todos os desesperos é ter de dissertar, ou seja, apresentar o texto à “banca” examinadora se existente, claro! Nessa etapa sim, muitos acadêmicos, se pudessem, prometeriam de pés juntos que jamais iriam repetir o último pecado que cometeram ou fazer promessas vãs a quem ama. Mas...

Para quem é leigo no assunto e por um acaso ficou com muita, mas muita curiosidade no assunto, ainda mais depois de ter lido o último parágrafo, a “coisa” ocorre mais ou menos da seguinte forma:

 - Você ingressa em uma instituição de ensino superior de sua escolha;

- Você estuda, estuda, estuda e vai estudar ferrenhamente até o dia e hora previstos para o término do seu curso. Por certo serão os momentos mais inesquecíveis da sua vida, e você vai ganhar e/ou fazer muitas amizades, de um lado, principalmente se frequentar certos “ambientes sociais”, mas do outro é quase certo que vai perder muitas amizades, por exemplo, aquelas que não curtirem ou couberem em “seu novo espaço” ou a sua nova “classe social”. Suas crenças, seus valores, sua cultura etc. serão postos sob “chec”, mas não se preocupe, porque se você tiver os pés no chão tudo correrá bem, do início ao fim.

- Quando os últimos meses do curso se aproximarem, vão querer que você curse uma matéria muito, mas muito bacana: a de Metodologia de Pesquisa. Será uma maravilha, pois as Normas e regras referidas no segundo parágrafo lhes serão apresentadas, não no todo, mas em boa parte;

- Você será submetido a uma outra matéria, provavelmente denominada de Metodologia Científica. É semelhante à Metodologia de Pesquisa, mas para causar menos impacto, mudam a denominação.

Acabou? Não! Veja mais:

- Sintetizando: você construirá o seu TCC (tem pessoas que terceirizam isso, mas é ilegal), o seu TCC é analisado, analisado, e analisado incansavelmente por um tal de “orientador(a)” (será seu maior amigo(a), portanto, terá obrigatoriamente de ouvir o que lhe disser, e mesmo que tenha um ataque de raiva (isso é mais do que  possível) deverá dizer sempre “sim, mestre”. Respeite-o, sobre todas as coisas, inclusive a querida mamãezinha, OK?;

- Se o MsC disser que você pode encadernar e entregar o TCC, não grite, mas chore, chore muito, e dê graças a quem você crer, seja daqui da terra, seja lá do céu, pois significará que escapou da maldita apresentação à banca examinadora;

- Mas se o seu MsC disser que é para você preparar a apresentação dos slides, meu amigo, não xingue e/ou não se desespere. A coisa tende a ficar feia. Se você for dessas pessoas que precisam ingerir medicamento para o coração, não faça besteiras, mas prepare-se para uma batalha onde somente você será alvejado, e o pior: poderá ser em público, portanto, não vá convidar seus pais, amigo(a)s, parentes, namorado(a) etc., para assistir o “seu” momento de glória. É um conselho apenas.

- P.R.E.P.A.R.E – S.E intelectualmente falando, para dissertar o seu TCC! Não vou contar o que poderá ocorrer se não você vai desistir de seu sonho (que por certo é diferente de estar à frente de um pelotão de fuzilamento).

Mas a coisa não é tão aterrorizante assim como parece. Calma, reflexão, abstinência sexual nessa fase, concentração, flexibilidade, Planejamento Estratégico, administração do tempo, mil caixas de lenços e outros blá blá blás serão seus maiores aliados certamente, mas vence quem vai à luta, e isso é mais do que certo. Só molha quem sai à chuva, e só sabe o valor da vitória (entenda isso como um “estado emocional’, e não o nome de quem lhe estende a mão) quem não mede esforços para vencer. Nada de choro, pelo amor de Deus ou de quem você confia.

(N'outro dia contarei sobre o comportamento de acadêmicos diante uma banca, inclusive o que tive de adotar na minha penitência, claro, se interessarem, e se o pessoal da redação não me advertir.)