Um dos temores da espécie humana (♂ e/ou ♀), se pode dizer é ser alvejado por dentaduras, bicos, partes, pêlos e outros de animais, por exemplo, ser vítima de mordeduras caninas, sentir o ardor de uma "queimada" de lagarta, o passear das pernas de uma "barata" pelo corpo, ouvir o zumbido de um pernilongo durante o sono, e por aí afora vai a ação dos "irra" sobre os racionais. E a formiga?

Bom, a formiga era para ser muito bem tratada pelas espécies, afinal, o que fazem a não ser cortar pequenos galhos, folhas, e sulcar um solo? O tempo todo se pode observar que, se não provocadas não fariam mal algum a ninguém, mas a espécie humana ao considerar a sua supremacia sobre todos os "irra" acaba é por desejar, sobretudo, assassinar a pobrezinha e indefesa de uma formiga com os pés, ou seja, pisoteando as coitadazinhas durante o exercício de seus afazeres.

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Como assim?

Outro dia estava assentado em uma confortável poltrona quando no piso da sala vi uma formiga vindo em minha direção. Na verdade não era uma pequena formiga, tinha um tamanho semelhante ao tamanho de um caroço de amêndoa pequena (claro!). Eu assentado olhando a "bicha" vindo em minha direção e acredito que ela me "espiando" como possível alvo de seus interesses, e foi assim e assado ao ponto d'eu desejar "pisar" na minha aparente inimiga antes dela me "alvejar", mas um sentimento intenso me sobreveio no pensamento: a posição social no mundo das formigas. O quê? Explico.

A vontade de massacrar a coitada foi intensa, mas pensei o seguinte: se eu pisar nessa "m..." ela vai morrer. Mas e se ela (a formiga) for um pai ou mãe de família quem vai cuidar e/ou tratar das "formiguinhas" descendentes? E se a intenção da formiga não for a de me "picar" (formiga não morde da mesma forma que galinha não tem dente), e sim de lamber? Pensamentos nobres, sem nexo, mas humanamente racional se visto do ponto de vista da sobrevivência familiar.

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Em Artes da Guerra recomenda-se não demonstrar ao inimigo a fraqueza, pois isso tipifica alvo fácil ao inimigo. Partindo dessa premissa e diante a dificuldade de compreensão sobre a ação entre os mundos, a opção foi golpear com um só "pá" a formiga que, massacrada acabou foi servindo de exemplo às demais que estavam a caminho? Não! Por incrível possa parecer o odor do inoperante "corpinho" acabou foi atraindo ainda mais o formigueiro, pois a rebolante dita cuja se tratava de uma espécie carnívora e o seu corpo... Hummmm, o tiro acabou saindo foi pela culatra. Agora, o corpo de uma formiga tem carne? Eu heim!