Dia desses dois sujeitos se prontificaram à discussão de um assunto que por certo muitas pessoas do mundo devem conviver: a desonestidade de seus patrões. Desonestidade, por definição significa agir contra a honra e/ou virtuosidade da outra pessoa, a fim subtrair-lhe alguma coisa, isso segundo alguns autores. Quem nunca agiu contra a verdade a favor de seus compradores de horas? Pois é!

Sucintamente a discussão teve seu inicio da seguinte forma: "meu chefe é um cabra desonesto. Trabalho em uma oficina mecânica onde atendemos diversos tipos de veículos. Todo cliente de meu patrão geralmente é lesado em alguma coisa, por exemplo, é comum o patrão mandar a gente trocar o óleo de um motor, mas sob duas condições: na primeira, se o cliente estiver à vista, ele manda colocar óleo novo, marca boa; na segunda, se o cliente não estiver próximo, ele manda a gente constar na papeleta que o óleo do motor foi trocado, mas não foi trocado entende? Pode ser que tenha sido completado, óleo ruim no lugar de marca considerada boa, mas trocado...

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Peças nem digo nada, afinal, quem é que vai "debruçar" por cima e/ou por baixo do carro para verificar os serviços se meu patrão é conhecido e respeitado há tempos pelo mercado?

Conversa foi, conversa veio, até que um dos palestrantes concluiu que todos na organização são responsáveis pelas desonestidades praticadas, ou seja, se o patrão manda, e o empregado cumpre, então todos são desonestos. Mas seriam "todos" ou apenas o patrão? Daí surgiu várias filosofias a fim elucidar o caso.

Por quê todas as pessoas são desonestas? Isso não é justo!

Todas as pessoas não! Todas as pessoas não podem ser consideradas desonestas pelas atitudes do patrão, pois de acordo com o dito popular "manda quem tem poder, obedece quem tem juízo", isso regra sempre foi dessa forma e sempre será.

Loucura!

Veja bem, mencionou argumentou o outro discursante, se eu obedeço o meu patrão mesmo sabendo que ele está agindo desonestamente tenho emprego, tenho salário, tenho possibilidades.

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Se eu desobedecer e/ou questionar a validade da ordem de meu patrão é certo que serei despedido, irei para a fila dos desempregados, é possível que eu passe fome. O que faço "faço" sabendo que estou errado, mas o erro é de meu patrão, e não meu juridicamente falando. Claro e evidente que se algum cliente descobrir é possível que meu patrão faça um escândalo, me acuse e até me mande embora, mas a escolha de ser o culpado ou não será minha entende?

Faço o que faço por causa do minguado dinheiro que ganho mesmo sabendo que não vêm de algo honesto, mas o erro não é meu. Sou mandado, portanto, não culpado. Solidariedade, cumplicidade, ética não existe agora se existe é somente no papel entende? Quem e/ou o que vai provar alguma coisa? Vale o que está escrito.

Por fim, depois de muito se filosofar concluiu-se que tal procedimento, ao contrário do que muitos dizem, acreditam, e pensam ocorre não somente em oficinas mecânicas, mas nas padarias, nas hortifrutigranjeiras, nos hospitais, nos supermercados, nas construtoras, enfim em toda atividade alguém ou está levando, ou está trazendo algo que não teve como base princípios honestos, afinal de contas, "quem é honesto não sobrevive por muito tempo", e esse ditado é conhecido universalmente.

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E não vem com essa de que onde você trabalha é diferente. É?