Chega a ser hilário a força das palavras sobre uma ação, principalmente quando se quer encontrar uma espécie física (♂ e/ou ♀) e/ou jurídica para servir de "cristo" (o caractere inicial está minúsculo), principalmente quando da ação se tem uma fatalidade. Bom, quem sabe ler a essa altura já deve ter deduzido do que se trata, certo?

Proeza do tipo acidente e/ou quase acidente parece ser rotina em certo lugar por aí afora nesse mundo, e não adianta as "toridades" editarem Leis, a fim de coibir, inibir, penalizar, reduzir, eliminar e/ou outros verbos com objetivo de evitar que danos ocorram não somente contra a pessoa, mas também contra o patrimônio, seja esse particular, público, privado, etc.

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O fato é que danos continuam ocorrendo, e por causa desses pessoas continuam morrendo, patrimônios sendo destruídos, urubus emergindo para defender coisas que, antes de acontecer, não defenderam.

Fatalidade, coisas do destino, erro técnico, Imprudência, negligência? Esses, ou melhor, tais argumentos a cada vez que ocorre um dano são postos sobre a mesa com objetivo único: lavar as mãos, de um lado, e do outro, para tentar encontrar uma espécie física e/ou jurídica culpada, mas culpado (a) de quê? Tem pergunta que não se faz na mesma forma que tem resposta que não tem sentido, então é melhor trancar a voz e deixar que a "coisa" continue acontecendo? Não! É preciso encontrar quem ou o que causa e continua causando danos, ainda mais porque o telhado de ninguém é tão rígido ao ponto de acharmos que a coisa só ocorre no telhado dos outros.

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Que a culpa existe, existe sim, mas nem sempre pode ser atribuída à unicidade, ou seja, em todo projeto pelo pior que seja sempre envolve um círculo (e não circo) de responsabilidades "em cadeia".

Não se pode negar (não tem como fazer isso), que no caso do "v..." que recentemente foi ao "c..." pessoas físicas e pessoas jurídicas participaram do projeto, ou seja, da concepção da idéia à entrega do que hoje a sociedade vê. Pessoas participaram da extração da matéria-prima, do desenho, dos traçados, da produção do aço carbono, das amarras, das soldas, dos desvios das vias, das sondagens do terreno, da capina, do arrancar esse ou aquele empecilho, da remoção dos resíduos sólidos, do transporte, enfim, muitas pessoas participaram do projeto "v...", esse que caindo/afundando/desmoronando, etc. passou a fazer parte de uma história que jamais será esquecida, principalmente na memória dos que foram vitimados com a vida (esses é que não vão se lembrar mesmo) ou com o desespero dos que se sentiam seguros em seus postos de trabalho. A fatalidade simplesmente aconteceu? Bizarro, hilário, enfadonho pensar nisso.

Agora é buscar justificativas, procurar aquela vírgula posta no contrato de serviço e/ou de trabalho a fim de desviar-se da responsabilidade, e olha que os urubus são muitos. Mundo cão esse. Quem viver verá no que "dará" isso.