Não há como negar a temperatura máxima pegajosa das emoções que vão contagiar o decisivo clima dessa Copa na amena temporada de meio de ano que está prestes a se iniciar. Normalmente constitui-se como uma época meio árida, em sua rotina  urbana, com os veranistas e visitantes aproveitando a meia-estação para relaxamento e recomposição das energias gastas na luta pela sobrevivência do dia-a-dia.

Com telão na praça, ruas enfeitadas e o forte clamor popular explodindo no peito, a adrenalina represada na expectativa gerada pela própria mídia, nos últimos quatro anos, nosso povão vai se confraternizar, de norte a sul, enchendo de brios a paixão nacional pelo futebol que passou a expressar nossa cidadania no mundo.

Num rápido contraste com idênticos tempos remotos nada fica a desejar, em termos de animação, visto que a empolgação natural reinante vem contagiando até mesmo os mais arredios e contrários à realização da Copa. O próprio calor das comemorações vem demonstrando a plena integração popular com a vibração das transmissões televisivas que envolvem as narrativas dos jogos disputados nas arenas esportivas que sediam as suas competições.

Nesse contexto vai caber a satisfação pelo reconhecimento da cidade como balneário de veraneio, pela agitação da torcida pelo hexa, nas comemorações que vão acontecer pelas ruas e bares, com os decibéis agradavelmente arrebentando com os nossos tímpanos nos gritos de vitória nos gramados nacionais.

Paralelamente, toda a infra-estrutura criada para o amparo de todo esse clima vai continuar funcionando, conforme a necessidade básica das carências comunitárias extremamente represadas, durante tanto tempo, à espera da realização de um sonho acalentado por tanto tempo.

Que a felicidade do hexa contagie todos os corações e harmonize definitivamente nossos concidadãos com o verdadeiro sentido da dignificação da condição de gente civilizada e plenamente responsável pelos próprios passos nos rumos do progresso.