Morreu aos 87 anos, no dia 23 de julho de 2014, o escritor paraibano Ariano Villar Suassuna. Ele nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Casou-se com Zélia de Andrade Lima em 1957 e teve seis filhos. Ariano Suassuna é o autor de um dos maiores clássicos do teatro que é a peça "O Auto da Compadecida". A obra citada também virou filme. O filme trazia um negro que iria julgar um cangaceiro, o padre, o bispo, o padeiro e sua mulher, João Grilo.

O autor era um grande contador de histórias, tinha uma memória fabulosa, apaixonado pela literatura de cordel.

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O escritor era um homem temente a Deus e nacionalista. Depois da Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família se mudou para Taperoá, no sertão da Paraíba.

Ariano Suassuna era formado em direito, mas trabalhou como advogado por poucos anos. Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967) e nomeado, pelo reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento Cultural da Universidade Federal Pernambucano. A primeira peça escrita foi: Uma mulher vestida de sol (1947).

Desde os 12 anos Suassuna queria ser escritor. Herdou do pai uma biblioteca maravilhosa. Incentivado pelos tios leu Eça de Queirós, Euclides da Cunha. Em nove de agosto, Ariano é empossado como sexto ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras. Escreveu a obra "A Pedra do Reino", esta peça foi publicada em 1971 pelo Editor José Olympio.

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Ariano vinha se dedicando a obra 1958. O livro passaria mais três décadas fora do catálogo, sendo reeditado em 2004.

Além da obra O Auto da Compadecida (1957) e a peça A pedra do Reino, o escritor também publicou: O casamento suspeitoso (1961), O santo e a porca (1961), Uma mulher vestida de sol (1964), A pena e a lei (1971), A força da boa preguiça (1974), A história de amor de Romeu e Julieta (1997), História d' rei degolado nas Caatingas do sertão: ao sol da onça Caetana (1977), As infâncias de Quadernada (1976-1977), Fernando e Isaura (1956), História de amor de Fernando e Isaura (2006, Iniciação à estética (1975), A onça castanha e a Ilha Brasil: Uma reflexão sobre a cultura brasileira (1976)). É triste dizer adeus, mas sempre nos lembraremos das obras de Ariano Suassuna que são imortais.