O amor ou os fenômenos do amor, ao que tudo indica não se trata de um sentimento para domínio dessa ou daquela espécie (mulher e/ou homem). Bobagem acreditar que só as mulheres amam de forma especial, porque os homens também cortejam esse sentimento, e no convergir dos sentimentos de um e do outro não é difícil perceber que ambos se completam.

Dizem que o amor é cego. Bom, se isso fosse verdade, então quem ama carrega bengala? Pode ser que sim, mas pode ser que não. Se a imaginação e/ou a criatividade for posta em ação é possível concluir que o formato de uma bengala geralmente assume a forma de uma interrogação, e interrogação é aquilo que quem ama mais carrega dentro do peito quando se ama. Se visto dessa forma, quem ama carrega não somente uma bengala (ou interrogação), mas um milhão desde o primeiro olhar, o primeiro “olá”, o primeiro beijo e...

Amor grande, amor médio, amor pequeno. Para quem ama, para esse tipo de sentimento não existe classe, dimensão, tamanho, forma, etc. Quem ama sofre, espera, imagina, chora mesmo que em silêncio. O tempo ninguém consegue frear e/ou reduzir a velocidade da passagem, mas sabe que quanto mais se corresponde mais vontade tem de estar perto, bem juntinho, coladinho para não se sentir só. Quando nasce um amor nasce uma esperança por dias melhores, nasce a vontade de viver só de sonhos e ninguém pode negar isso. Quem não ama?

Os seres humanos são frutos de um amor. Muitas espécies podem até dizer que não amam nada e nem ninguém, mas quem diz isso não pode acreditar que está passando por esse mundo porque veio do clarão de uma vara mágica, que surgiu do nada, no nada vive e para o nada vai. Toda espécie, até mesmo as que se movem pela ação do vento é fruto de uma ação do amor e o amor possui várias formas para se manifestar.

Falar do amor, do que leva uma pessoa a gostar da outra talvez seja uma das coisas mais complicadas existentes na face da terra. Tem gente com traços lindos amando quem não é privilegiado pela natureza; tem face bonita que gosta de face feia; tem corpos adiposos que gostam de corpos magérrimos; tem até espécie que gosta da mesma espécie e há como explicar os motivos que levam pessoas a isso? Claro que não. Talvez o desejo de estar com quem se deseja, o de preencher um buraco vazio, o de ter um par de ouvidos, um ombro amigo e tantos outras possibilidades talvez seja o motivo para se amar alguém.

Poetas, canções, flores, declarações, frustrações, início e reinício de um amor não ação e nem é sentimento novo desde que o mundo é mundo. Uma coisa é certa: quem ama “ama” sem saber o motivo. Enquanto uns matam em nome do amor, outros fazem nascer o fruto do amor, e o nascer, muito embora muitas espécies ainda não tenham percebido é a maior realização dos sonhos das espécies, e isso nunca vai acabar. Pode até terminar um amor, mas o amor e as formas de se amar jamais haverão de acabar, pois quando um for o outro virá. Em ciclo as páginas que se escreve no livro da vida serão reescritas sempre e será por esse motivo que nunca um grande amor será esquecido, pelo menos no coração de quem ama de verdade.