Com 1.559.161,682 quilômetros quadrados de área territorial, certamente é difícil controlar tudo que acontece na Amazônia, mas de alguma forma devemos fazer mais. Hidroelétricas, garimpos, plantações de soja e criação de gado, tudo em nome do progresso, só nos esquecemos do meio ambiente, e ao fazer isso, matamos um pouco da humanidade a cada novo dia.

O mundo precisa da Amazônia, ela é um patrimônio de toda a humanidade, mas os interesses financeiros vêm em primeiro lugar, como sempre. Isto já faz parte de nossa história, fazemos de tudo pelo dinheiro, mas provavelmente, muito em breve, nem todo dinheiro do planeta salvará "o pulmão do mundo", como muitos a chamam, de ser consumida por nossa ganância.

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O desrespeito aos seres vivos deste bioma é tão grande que, de acordo com estudos, o número de botos rosa abatidos por ano chega a 2.500 só na região de Manaus. Animais nobres, golfinhos de água doce, são os preferidos pelos pescadores para servir de isca para o piratinga, peixe necrófago (se alimenta de cadáveres, animais mortos), pois sua carne é gordurosa e tem cheiro forte.

No Brasil, apesar das instruções normativas sobre a pesca, assinada no dia 22 de maio deste ano, em que foi decretada moratória de cinco anos para a pesca do piratinga, temos muito com que nos preocupar, pois sabemos que cerca de 144 botos rosa, de acordo com pesquisas da Bióloga Sannie Brum do Instituto Piagaçu, são mortos por ano em área de preservação ambiental, onde há fiscalização.

Assim como o boto rosa, o Peixe-Boi da Amazônia, também foi classificado como vulnerável pela UICN - União Internacional para a Conservação da #Natureza e dos Recursos Naturais.

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Apesar de ilegal a caça deste mamífero aquático, o único de sua espécie que ocorre exclusivamente em água doce, ainda acontece para consumo de carne e uso de seu couro. Esta espécie tem como principal ameça a destruição de seu habitat pela poluição dos rios que recebem grande concentração de mercúrio e agrotóxicos, assim como pela construção de hidroelétricas, que limitam a variabilidade genética, além de muitos filhotes serem acidentalmente capturados em redes de pesca.

De acordo com o Greenpeace Brasil uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, foi desmatada até hoje, isto equivale a 17% de toda a Floresta Amazônica, contribuindo em muito para o desequilíbrio climático do planeta.

Acredito que o "mundo" deva pressionar os 9 países (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) por onde a Amazônia se estende, principalmente o Brasil, que tem 49% de seu território coberto por ela.

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Estes países devem exercer severa fiscalização na área, além de aplicarem leis que efetivamente se cumpram, para coibir e/ou punir o desmatamento e a destruição da biodiversidade existente.

Devemos nos unir e exigir agora que esta responsabilidade seja imputada aos governos pertinentes. Sejamos os fiscais deste quintal maravilhoso deixado por Deus para "todos os homens da terra".