Toda espécie (♂ e/ou ♀) sabe ou devia saber que as leis foram e são formuladas para, entre outros fins, estabelecer regras à boa e harmoniosa convivência entre as pessoas em qualquer parte do mundo. Estabelecer a ordem, disciplinar comportamentos, atitudes e ações também fazem parte do pacote intencional de uma lei, mas não é incomum ouvir dizer que a mesma lei que pune é a mesma que branda e dá vantagens para quem é esperto. Dos ditados apresentados à sociedade em geral, um menciona que "barata é o tipo de inseto que morde e assopra ao mesmo tempo". Interessante é que esse ditado, para quem sabe manusear bem as palavras, pode ser aplicado no dia-a-dia das pessoas, ou seja, a pessoa esperta sabe como agir com propósito se beneficiar dos ditames de uma lei e o pior: quem edita muita das vezes vê a coisa, mas não se importa com os benefícios gerados.

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Mas porque tapar os olhos e fingir que não se está vendo os abusos ocorrerem?

Se pode dizer que a manutenção dos artifícios de uma lei tem como base a extensão da sua aplicação, retorno, aplicabilidade, benefício. Por exemplo: a legislação que, entre outras intenções procura inibir o tal Assédio Moral em um ambiente de trabalho. O que é Moral em um ambiente de trabalho? O Moral está no direito desta exercer atividades conforme as atribuições da profissão, isso em síntese. Chamar uma espécie de burra; insinuar que não sabe ou que não é de nada; impedir o exercício da função em detrimento de outra, etc. são exemplos passíveis de serem enquadrados como assédio moral.

Mas o problema são pessoas que aproveitam do que leis oferecem e, providenciam meios para serem beneficiadas.

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É o que se tem visto por aí afora. Tem profissional, por exemplo, que não reluta pela obrigação de exercer suas funções porque o seu imediato pediu e pede com frequência o exercício de outras tarefas na organização. Ao saber dos benefícios que pode ser gerado no futuro em função dos desvios de função, por exemplo, se cala e no momento certo age com vistas a usufruir de algum tipo de benefício que a lei pode lhe atribuir. Mas dizem que a lei pode até ser cega, mas não é burra, ou seja, tudo pode ser verificado antes de ser concluído, e na ciranda dos conhecimentos quem é esperto pode é "cair do cavalo".