Dizem que uma expressão muito comum de se ouvir nos bastidores da vida é a de que "se balançar o galho cai um monte de mentirosos". Ela tem sido empregada para vários fins. Por exemplo, como recurso didático, para ilustrar um fato e também nas rodas de amizade, principalmente entre os pescadores de mosquitos. Ou seja, as pessoas que por estarem à toa optam por passar o tempo se divertindo às custas do outro. Quem nunca mentiu?

Para evitar embaraçamento neurônico o melhor é não responder a essa pergunta. Acredita-se que toda espécie humana em algum momento na vida mentiu. Uns pronunciaram uma mentirinha, outros uma mentira média, e outros uma mentirona, isso se existisse como medir tal descaramento defensivo ou ofensivo, dependendo nesse caso, da aplicação do recurso, ou seja, da mentira.

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De acordo com ensinamentos sagrados mentir é pecado. Pecado? Sim, pois a mentira de uma forma ou de outra pode causar algum tipo de dano a outrem. O ser humano não é padronizado, ou seja, o uso da mentira pode ser empregado por qualquer pessoa, mesmo aquelas que se julgam mais santas do que as outras, a fim arquitetar ou amenizar situações diversas.

Mentir com intuito de ser beneficiado em alguma situação, por exemplo, "cheguei tarde meu bem, mas é porque eu estava em reunião no escritório" é um tipo de frase que pode ser verdadeira ou falsa. Aliás, esse tipo de alegação técnica já está muito manjada. Se não "colar", a coisa pode se complicar mais ainda. Reunião até que horas? Quem estava com você? Onde foi essa reunião, pois telefonei e o telefone tocou, tocou, e tocou sem parar e ninguém atendeu [...].

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Complicado? Demais.

Ilustrar mentiras é perder tempo, pois são muitas as formas para aplicação e a pior delas é a desforra. É! Desforra como meio de aliviar a dor de quem foi enganado. Dizem que antigamente a desforra significava "colocar chifre", mas nos tempos atuais "desforrar" fica mais "chique", muito embora o significado seja o mesmo.

Mentir para quê então? Mesmo que doa, o recomendado é não mentir, a não ser sabiamente, ou seja, de forma que a outra pessoa não desconfie da verdade ou busque a verdade. Aliás, quando uma pessoa é desmascarada por falar uma não verdade geralmente fica sem rumo, ainda mais se for desmentida em público.

Se o fato não for uma verdade ou uma quase verdade, o bom mesmo é não levar flores após a aplicação, por exemplo, de um golpe conjugal de qualquer nível, principalmente de madrugada. Não é nada inteligente dizer que alguém esbarrou os lábios carregados de batom da gola da camisa ou no pescoço dentro do transporte (essa mentira então é ...). Antes de arquitetar qualquer alternativa anti-verdade o ideal é pensar mil vezes nas consequências, pois essas sim podem ser refletidas em pequena, média e/ou intensa paulada (no sentido figurado).