Dizem os que se acham (fenômeno do achismo) mais sábios do que os outros que certos tipos de conhecimento (político, religioso, econômico, social, etc.) não tem valor se comparado com aquele que estão obtendo, principalmente em cadeiras do terceiro nível. Pode-se dizer que esse tipo de pensamento atrofia a evolução humana, pois o evoluir não significa reiniciar todo dia e o tempo todo, mas se trata de um avançar no conhecimento até então disposto.

Salienta-se que a construção do conhecimento não é legado para qualquer pessoa, mas, sobretudo, para quem se interessa pelas coisas, para quem pesquisa e não se baseia nas próprias afirmações. É preciso estudar; pesquisar, e verificar o que já se encontra disponibilizado e a partir daí avançar em busca da construção de um novo nível de conhecimento. A construção do conhecimento ocorre em ciclo vicioso. O que é uma verdade hoje pode não o ser amanhã diante nova descoberta. Isso é fato.

Dois termos: inovação e melhoria são muito empregadas pela ciência. O que é inovar? Inovar, de acordo com certas definições trata-se do partir do nada e trazer ao mundo o que até então não havia sido materializado. Já melhorar significa partir de algo já materializado em busca de uma melhor apresentação, funcionamento, emprego, uso, etc. Quem nunca ouvir falar nesses termos? Por exemplo, o celular é uma melhoria ou é uma inovação no mundo das pessoas? A resposta é óbvia.

E no campo, por exemplo, das religiões é louvável discutir, pesquisar, buscar provas de que Jesus Cristo é ou não filho de Deus nos tempos atuais? Para muitos se trata de uma perda de tempo. Interessante notar que para a própria ciência o que vale é a comprovação dos fatos, ou seja, da materialização da coisa e quando não é possível, dos conceitos que se obtém amostralmente. Materializar como? Amostrar conceitos e/ou opiniões de pessoas que não viveram o tempo de Jesus Cristo aqui na terra conforme indica todos os tipos de Livros Sagrados, isso os que defendem a supremacia Deste? Como? Se esse tipo de dúvida for colocado sobre a mesa, alguém pode dizer que os resultados serão revertidos em inovação e/ou melhoria dos conceitos até então disponibilizados?

Inovação certamente não será, e nem melhoria, pois mesmo de quem viveu a dois mil e alguma coisa atrás nem pó existe mais, pelo menos é o que se acredita. Os que se dizem mais sábios do que os outros tentam, realmente, desvendar o passado para entender o presente. Isso é errado? Claro que não! Aliás, muito dos fenômenos atuais se explicam no que foi fenômeno nos tempos de outrora. Por exemplo, a relatividade das coisas (d=MxV); algumas definições no campo da química (o átomo é a menor partícula divisível da matéria), e por ai afora vai. Aproveitando o “gancho”, o átomo deixou de ser o que disseram ser no passado em função da atualíssima definição do Nano “[...] um Nano é a milésima parte divisível do milímetro [...]”.

Se torna difícil mencionar que os ensinamentos científicos são tão elevados, consistentes, e insubstituíveis quanto ao que indica certos conceitos e nível de conhecimento construídos há mais de dois mil anos atrás, e que até nos dias de hoje mostra ao ser humano que as coisas não são e não foram edificadas conforme essa ou aquela espécie humana tenta afirmar, principalmente quem se acha melhor ou que será melhor do que as outras espécies, com um simples e mutável conhecimento humano que passará no mudar dos tempos.

Engana-se quem acha que a sua forma de agir vai mudar um conhecimento base de tudo. Base porque não há e nunca houve outro imutável. O máximo que vai conseguir, por certo será um pedaço de papel enrolado e amarrado com uma fita que será transformado em pó ou cinzas, a ser enterrado consigo em um tempo, com uma singela placa indicando: “Aqui jaz... [quem mesmo?].  #Educação #Natureza