Vira e mexe ouve-se nos noticiários a respeito do ebola. Mas será que devemos nos preocupar com essa doença aqui no Brasil?

O ebola está sobretudo centrado na República da Guiné, na Libéria e na Serra Leoa, todos países do continente africano. Já são mais de 1.000 mortos devido a essa doença nesta região.

A transmissão do ebola ocorre através do contato direto com sangue, órgãos, ferimentos, secreções e outros fluídos do corpo de pessoas ou animais infectados. Os sintomas incluem febre alta, náuseas, dores musculares e de cabeça.

Os Estados Unidos desenvolveram uma vacina experimental que deverá ser usada a partir de setembro de 2014, porém há falta de interesse das indústrias farmacêuticas em fabrica-la.

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Sabe-se do caso de dois médicos americanos que contraíram a doença. Aparentemente eles estão sarando, porém não se sabe se esta melhora deve-se às condições de tratamento mais aprimoradas dos Estados Unidos ou se isso está ocorrendo por conta de um medicamento que está sob estudo.

A OMS - Organização Mundial de Saúde - ainda está discutindo a respeito do uso desse soro, uma vez que ele é experimental e que possivelmente não haverá quantidade suficiente para atender a todas as pessoas infectadas. Isso tem causado uma polêmica, pois, se o soro não for liberado, a OMS corre o risco de receber acusações por restringir o uso do medicamento apenas para salvar vidas de pessoas com boas condições financeiras. Por outro lado, caso o medicamento seja liberado, ela corre o risco de ser acusada de utilizar um medicamento experimental em uma parte da população mundial mais pobre que existe.

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Enquanto esse questionamento ocorre, mais vítimas acabam morrendo sem tratamento adequado.

Mas aí vem a pergunta: E quanto a nós, brasileiros, devemos nos preocupar em contrair essa doença? A resposta - pelo menos no momento - é não.

A transmissão do ebola em outros continentes não é muito provável segundo especialistas, pois ela ocorre com mais frequência quando o paciente já está em estágio terminal e, devido a isso, impossibilitado de viajar, portanto, não há o que temer nesse sentido. Nós brasileiros devemos nos preocupar com outros riscos, como a obesidade, colesterol, diabetes, etc, que são muito mais palpáveis e presentes em nosso dia-a-dia.