O termo “cidadania” foi apropriado com sentido e significado muito diferente . Tornou- se uma palavra perigosamente consensual, um envelope vazio no qual podem caber tanto os sonhos de uma sociedade de direitos e deveres, quanto uma sociedade de direitos antagônicos. Nela cabem hoje todos os sonhos e toda a realidade.

A educação para cidadania hoje no Brasil caracteriza- se pela democratização da educação em termos de acesso e permanência, pela participação na gestão e escolha democrática dos dirigentes educacionais e pela democratização do próprio Estado.

Cidadania é essencialmente consciência de direitos, deveres e exercício da cidadania.

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Existem três tipos de direitos: direitos sociais, direitos civis, direitos políticos.

São classificados como direitos civis a segurança e locomoção. Os direitos sociais estão no #Trabalho, salário justo, saúde, educação e habitação. Já os direitos políticos são a liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e sindicatos.

“O conceito de cidadania nasceu em 1789 com a criação da ‘Declaração dos direitos do homem e do cidadão”.

Hoje o conceito de cidadania é mais complexo. De um lado existe uma concepção consumista e de outro uma concepção mais plena. A concepção consumista está no direito de defesa do consumidor e a plena conquista de novos direitos na participação na gestão da vida pública. Ir para rua e lutar pelos seus direitos, fazer passeatas para que os direitos adquiridos sejam respeitados estão inclusos na cidadania da vida plena.

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Segundo Paulo Freire: “A Escola Cidadã é uma escola coerente com a liberdade. É coerente com seu discurso formador, libertador. É toda escola que brigando para ser ela mesma, luta para que educando – educadores também sejam eles mesmos. E como ninguém pode ser só, a escola cidadã é uma escola da comunidade, de companheirismo. É uma escola de produção comum do saber e da liberdade. É uma escola que vive a experiência tensa da democracia”.

O autor acima situava o conceito de uma sociedade nova, radicalmente democrática, associando cidadania e autonomia. No seu último livro ele afirma que “ o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros.” ( Freire,1997)