Por mais se fale, pregue, divulgue, edite, legisle, declame, enfim, se cobre segurança na realização de tarefas, o que mais se vê são vidas sendo dissipadas do contexto social pelo descuido da segurança pessoal e/ou do semelhante, nesse caso em se tratando do ambiente de #Trabalho. Imprudência, negligência, imperícia? Vai saber!

Recentemente veiculou na mídia a morte de duas pessoas que, na tentativa de construir uma torre de igreja (poderia ser de qualquer outro lugar e/ou tipo de alvenaria) foram projetadas ao chão a uma altura de mais de 5 metros. 5 metros... A legislação não recomenda (obriga) a utilização de artefatos do tipo cinto de segurança, cabo guia, treinamento específico para trabalho em altura, etc.? Porque então algumas pessoas físicas e/ou jurídicas relutam em empregar esse tipo de Equipamento de Proteção Individual?

Culpar as pessoas (vitimadas) pelo deslize se pode dizer é muito fácil e cômodo, aliás é a condenação mais rápida que se ouve. Se o contexto for avaliado é possível perceber vários fatores contribuindo à ocorrência de infortúnios, por exemplo, desconhecimento (e fiscalização) da legislação prevencionista; falta de interesse pela segurança por parte da pessoa física; indisponibilidade de recursos à segurança, etc. O ser humano – quem deveria ser o maior interessado, se alto incrimina a partir do momento que não preza pelo próprio método seguro ao trabalho.

De acordo com o que foi noticiado, um dos mortos possuía deficiência de mobilidade (deficiente físico), e o outro, um suposto instruído a ser eleito representante de um povoado (representar sendo ele próprio um mal exemplo).

A carcaça de quem foi trabalhador não fala, não sente, não tem como se defender, mas será que saberia explicar a situação se pudesse voltar e/ou comunicar com os que ainda vivem? Uma coisa é fato: mais dois numerozinhos foram acrescidos em uma estatística cujos dados e informações muita das vezes só é entendida por quem a elaborou. Gráficos de pizza? Para muitas pessoas esse tipo de representação ilustra apenas que é hora de alimentar.

A leis que procuram inibir a ocorrência de danos ao trabalhador tem sido diversas. Bonitas. Exatas. Humanas. Há quem diga que só de ler os textos, os itens, as alíneas, etc., é possível chorar devido a excelência e eficácia teórica da prevenção, mas no mundo real a coisa não tem sido tão eficaz como o que é apresentado em papeis e em discursos espalhados pelo mundo todo.

A prevenção, ao contrário do que muitas espécies pensam, não se trata de algo projetado apenas para as grandes organizações e nem às de médio porte. As empresas, aquelas chamadas de fundo de quintal, principalmente, também devem empregar métodos tão eficazes, quanto aos figurados às organizações de renome, pois o fator biológico do trabalhador que ocupa espaço, por exemplo, dentro de uma espaçonave é o mesmo daquele que vai cavar e tamponar a cova dos dois que por azar ou sorte vão deixar seus nomes cravados em uma lápide, em nome da realização de um trabalho não seguro. A culpa? Vai saber!