Aparentemente esse tipo de pergunta pode instigar e colocar nervos à flor da pele, principalmente quando se depara com certas instituições. Para quem sabe ler e entender as coisas, sabe muito bem que o uso de uniformes e de cérebro sempre fez parte da história humana, isso desde o tempo de outrora com intuito identificar, de um lado, e do outro, para traçar o melhor e menor caminho a seguir. Lógico.

Registros mostram que quando bodoque e/ou estilingue eram armas de fogo, alguns povos em seus uniformes faziam muito barulho como se lobos desejando sangue em momentos de guerra (se fosse no tempo de hoje as vestimentas por certo seriam confundidas com algum tipo de desfile de escola de samba). Se de um lado via-se esse tipo de comportamento, do outro, outras espécies planejavam quando, como e desde quando atacar o inimigo. Quem ia à frente ou eliminava o inimigo ou morria, mas quem ficava na retaguarda, além de contabilizar os corpos, vivia para traçar novos planos. Isso, inclusive pode ser visto nos dias de hoje, pois o cenário é o mesmo, só mudaram os autores e o enredo, mas o cenário é o mesmo.

Nos tempos atuais a coisa não parece ser muito diferente. Algumas espécies (privilegiadas) nas organizações traçam os planos, enquanto outras, a maioria, vai a campo executar o que foi planejado. O executar uma tarefa nem sempre é uma opção, mas uma obrigação para manutenção da própria vida. Tem espécie que ao vestir certos uniformes se exalta achando que é armadura de aço, impenetrável ao que vem pela frente, inclusive se for de grandes organizações. Espécies tolas!

Quem não conhece alguém e/ou alguma organização e/ou instituição secular que se gaba por ser o que é? Exigem, cobram, demonstram força e poder, mas na verdade são amebas encalhadas entremeio o mar de privilégios que a sociedade as oferece, não por mérito, mas porque sabe que possuem força, se em conjunto. Se contra a força não existe poder, quem pensa então não possui valor algum? Claro que possui. E muito valor se sobrepondo ao que acha que possui força.

Quem emprega a força se esquece que o cérebro é que traça o caminho, a forma, o jeito, o plano, etc. A força pode até conseguir resolver algum tipo de problema, mas a solução por certo dura pouco tempo, pois quem a utiliza parece geralmente se importar que o inimigo aprecia o uso da força e se arma e vence. A supremacia não é de quem emprega a força e nem de quem emprega o cérebro, mas no equilíbrio desses dois empregos é que está a verdadeira inteligência.