Muitos profissionais acham que descrever um cargo e/ou função em uma empresa se trata de algo fútil. Sem grande importância, às vezes desnecessário. Principalmente porque para cada função já existe uma descrição e classificação oficial [...]. Mas é bom saber que a descrição de cargos se assemelha a uma via de mão dupla dentro da organização, onde pode servir a favor ou contra a gestão. Quando serve a favor o lucro da empresa é preservado, mas quando não, o passivo é que vai "pagar o pato".

Descrever um cargo se trata de uma oportunidade para conhecimento e/ou reconhecimento do que o trabalhador faz na organização em seu posto de #Trabalho, onde as tarefas podem estar ou não de acordo com as atribuições dadas, por exemplo, pela Classificação e/ou Código de Ocupações (CO) de cada país.

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Mas as descrições de cargo que se encontra em um CO devem ser tratadas como uma forma genérica das atribuições, pois nem sempre condizem 100% da situação encontrada na empresa, pois cada empresa é uma empresa e cada caso é um caso. Fato é que sempre se subtrai ou se acrescenta algo nas descrições no CO quando se vai, por exemplo, elaborar um documento na empresa.

Na segunda "via de mão" e/ou forma de entendimento, durante uma descrição de cargos na empresa os desvios de função podem ser descobertos, e esse tipo de "coisa" é adorada, principalmente, pela Justiça do Trabalho, e pelo pessoal que cuida de indenizações acidentárias, etc. Porquê? Duas situações:

A - Questões trabalhistas. Essa então é muito apreciada quando um trabalhador "leva a empresa à justiça" por causa desse ou daquele pedido de indenização.

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Por exemplo: um profissional do tipo Pedreiro. As funções todos devem saber, mas se o sujeito também executava tarefas de "Pintor", por exemplo, a ar comprimido onde geralmente se emprega certos tipos de solvente... Acho que posso parar por aqui esse exemplo, pois envolve levantamento ambiental; averiguação de Limite de Tolerância, etc., que, se comprovado, pode atribuir direitos ao trabalhador, elevação de custos aos órgãos governamentais, etc.

B - Acidente do Trabalho e/ou Doença Ocupacional. Hummmm..., nem vou exemplificar a importância de se fazer uma boa descrição de cargos. O pessoal envolto nas questões indenizatórias do governo é que adora essa questão, pois [...]. Inclusive existe a questão do Nexo Causal quando se constata alguma incoerência entre a função do sujeito e a doença diagnostica.

Esse tema é extenso e talvez polêmico, portanto, passível de novas discussões e apresentação de ideias.