A Presidente do Brasil Dilma Rousseff ganhou algum suporte em detrimento da sua principal adversária na eleição presidencial do próximo mês; uma sondagem surgiu na sexta-feira sugerindo que num segundo turno, a votação estaria empatada.
Marina Silva subiu nas pesquisas depois de entrar para a corrida após a morte do candidato original do seu partido no mês passado, e ela apareceu pronta para destituir a Dilma com uma margem de 10 pontos percentuais numa provável votação na segunda rodada.

Dilma Rousseff que recuperou terreno, foi auxiliada por uma campanha de TV que questionou a capacidade de Silva de governar o maior país da América Latina e retratou as suas políticas pró-mercado como favorecendo os ricos e empobrecendo os pobres. Uma pesquisa do Datafolha na sexta-feira mostrou que, em uma simulação de provável segundo turno, a lacuna entre elas tinha estreitado para dois pontos - 46% para Silva e 44% para Dilma Rousseff. Isso é equivalente à margem da enquete de erro. Dilma ampliou sua vantagem sobre Silva na primeira rodada de votação para sete pontos, aumentando seu suporte para 37% de 36% na pesquisa anterior, enquanto Silva caiu para 30% de 33%. Considerando que o candidato centro, Aécio Neves, subiu para 17% de 15% .

Se nenhum candidato ganhar uma maioria nas eleições de 5 de outubro, a corrida será decidida em um segundo turno três semanas mais tarde, entre os dois mais votados, ou seja, neste caso, entre Dilma e Marina Silva, no dia 26 Outubro de 2014. Dilma se comprometeu a expandir os programas sociais que foram amplamente reconhecidos como instrumentos essenciais na redução da pobreza e na desigualdade durante 12 anos do regime do partido dos trabalhadores. Mas as condições da economista esquerdista de intervenção na economia também atraíram duras críticas dos investidores, e da população em geral. Silva, uma ativista ambiental virou-se contra a corrupção generalizada, e quer romper com as política turvas de coalizão do Brasil para restabelecer a confiança no governo, uma postura popular em um país onde muitos eleitores estão cansados de partidos tradicionais. Os números da enquete sugerem que Dilma não foi ferida até agora por um novo escândalo de suborno envolvendo a companhia estatal de petróleo Petroleo Brasileiro SA, numa questão muito séria que poderá colocar em risco a sua reeleição se o assunto for levado em consideração por os eleitores. O encarcerado, um ex-executivo da Petrobras, Paulo Roberto Costa, nomeou duas dúzias de aliados da Dilma, incluindo o Ministro da energia, que supostamente receberam propina em contratos, segundo um comunicado do denunciante vazado para a mídia local. Em um novo vazamento na quinta-feira, a TV Globo informou que Costa disse aos procuradores federais que subornos foram pagos na compra pela Petrobras de uma refinaria de Pasadena, no Texas, e que ele próprio recebeu R$ 1,5 milhões (US $634.000). Apelidado do "bomba-relógio" por causa do que ele pode revelar, Costa permaneceu em silêncio quando convocado na quarta-feira por um inquérito do Congresso sobre o negócio da refinaria.

Está na hora dos eleitores do Brasil acordarem e perceber que o seu país estará em melhores mãos se nas urnas votarem por Marina Silva - a única candidata capaz de acabar com a corrupção viciosa que está profundamente enraizada em toda a sociedade brasileira.