Degradação ambiental, queimadas, desmatamentos, caça, tráfico de #Animais, poluição dentre outros motivos, fazem com que muitos animais nunca mais sejam vistos. Muitas espécies, devido ao desmatamento ou total extinção da área na qual sobrevivem, acabam ficando sem alimento suficiente para sobreviver e perpetuar espécies. Outras são brutalmente caçadas para alimentação ou para serem vendidas como animal de estimação. Embora o tráfico de animais silvestres seja ilegal, a prática ainda é comum. Estima-se que o tráfico de animais silvestres no Brasil represente a terceira maior atividade ilícita do mundo.

Dentre as diversas espécies que são colocadas na lista vermelha do IBAMA, lista esta que alerta sobre os riscos de extinção das mais diversas espécies, pode-se destacar:

  • Tatu-bola-da-caatinga (Tolypeutes tricinctus): Segundo um levantamento feito pela Universidade Federal da Paraíba, pelo biólogo Anderson Feijó, várias espécies se encontram extintas em alguns estados. Esse é o caso do Tatu-bola-da-caatinga, Tolypeutes tricinctus. "O tatu-bola, uma espécie restrita ao Brasil, não é mais encontrado em algumas regiões, como o estado da Paraíba e o Araripe cearense", contou o pesquisador em entrevista dada ao "Ciência Hoje", do site Uol. "Como ele se enrola em vez de correr dos caçadores, é facilmente capturado, o que aumenta seu risco de extinção", completou;
  • Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla): Esse belo animal. Que antes podia ser visto em todos os estados do país, já é considerado extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A degradação ambiental e a destruição do seu habitat natural são consideradas as grandes causas desse animal não ser mais encontrado nesses estados brasileiros;
  • Onça pintada (Panthera onça): Em um estudo publicado na revista "PLoS ONE" pela Universidade inglesa East Anglia, em 2012, a onça pintada foi considerada praticamente extinta, pelos pesquisadores. Eles alegam que embora ainda haja alguns animais, não há florestas saudáveis para que elas sobrevivam e que se nada for feito, o caminho é o da extinção;
  • Peixe-boi marinho (Trichechus manatus): Caça, perda do habitat, capturas acidentais, assoreamento, desmatamento, trânsito de embarcações, entre outras causas, estão fazendo com que o belo peixe-boi marinho esteja caminhando para a extinção. Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, mostra que as grandes secas que têm ocorrido na Amazônia diminuem as plantas aquáticas disponíveis para que eles se alimentem. Vale lembrar que esses animais são herbívoros;
  • Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia): Esse belo animal antigamente era encontrado em todo o litoral fluminense, chegando até o Espírito Santo. Com o tráfico e a destruição ambiental, eles são encontrados atualmente em apenas 20 fragmentos florestais. Um grande trabalho de preservação dessa espécie é feito, mas a ameaça de extinção ainda existe.

Embora existam diversos trabalhos de preservação dessas espécies, ainda há muito trabalho a ser feito para que esses animais não sejam definitivamente extintos da fauna brasileira.

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