A criminalidade no país chegou a índices inaceitáveis. O cidadão comum, trabalhador, não tem mais direito à vida em liberdade, vive preso atrás de grades temendo por sua vida e de seus familiares, enquanto os bandidos e traficantes tomam de assalto toda uma nação. O governo não vê, ou finge não notar, que vivemos em um estado de guerra. Policiais militares morrem aos montes. Todos os dias escutamos sobre cidadãos comuns mortos em latrocínios, sequestros, e sobre policiais militares mortos em serviço, defendendo nossas vidas e ganhando para isto, um ínfimo salário que muitas vezes os leva a morar na mesma favela onde mora o bandido. Isto é uma vergonha, como diria o jornalista Boris Casoy.

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Os direitos humanos se esquecem dos humanos direitos e só se apresentam às portas de presídios para defesa de bandidos e suas famílias, enquanto para os policiais militares mortos em serviço, cuidando de nossa segurança, nunca se vê nem sequer um membro dos direitos humanos à clamar por eles. Alguns candidatos a cargos no governo, engajados nas campanhas dos grupos de direitos humanos, falam até em acabar com a polícia militar caso sejam eleitos. Se esta possibilidade acontecesse, teríamos então de abandonar o país, tal qual os ratos abandonam um navio naufragando, para salvar nossas vidas. A situação realmente é crítica por aqui, mas preocupa-me a falsa imagem passada ao resto do mundo durante o campeonato mundial de futebol recém realizado. O que ali se viu, foi uma tentativa de esconder nossos "podres" debaixo dos tapetes, que infelizmente pode ter dado certo, pois os turistas, pelo menos a grande maioria deles, não viu este estado de guerra do qual estou falando.

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Eu como a maioria dos brasileiros gostaríamos de que a máscara de hipocrisia de um governo demagogo tivesse caído e mostrado sua real face de descaso e incompetência.

Nesta última sexta-feira, dia 26 de setembro, o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Benedito Roberto Meira, desabafou aos repórteres no funeral de um de seus subordinados na cidade de Santos. O comandante disse que a situação da segurança pública no Brasil precisa ser revista por nossos governantes e que a âmbito nacional, pois o problema não é só dos municípios, dos estados ou da União, o problema é de todos. Cabe a União em conjunto com os estados e municípios, remodelar ou até reinventar a segurança pública em nosso país, pois o caos se instaurou e a violência alcançou níveis altíssimos. "Vivemos uma criminalidade absoluta, abusada e ousada, que atira sem qualquer precedente, que mata sem qualquer precedente", palavras do Comandante. De acordo com ele, só este ano, 66 policiais militares foram mortos, vítimas de homicídios e latrocínios; 190 policiais militares sofreram tentativa de homicídio.

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O Brasil é o maior consumidor de Crack do mundo e o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. A droga e a criminalidade andam de mãos dadas e por sermos vizinhos dos maiores produtores de drogas do mundo: Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai, sofremos diariamente com a entrada dessas drogas em nosso país. Está na hora dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário darem um basta nesta situação.

O Comandante muito emocionado disse que é muito triste entregar um exemplar de uma bandeira como forma de demonstrar a gratidão pelos serviços prestados, à uma mãe, esposa e familiares de um policial militar morto em serviço. Disse que a polícia militar precisa do apoio da população para reverter este quadro e pediu para a imprensa e todos os veículos de comunicação, a ajuda necessária na divulgação dos fatos e dos serviços prestados pela polícia militar na defesa do povo brasileiro. Segundo o Comandante, hoje nós temos uma reincidência criminal absurda, nenhuma pessoa que cumpriu pena, deixa o crime. Não há oportunidade para quem cumpriu pena, assim que saem do presídio, os criminosos sem serem reabilitados, voltam ao crime. "Só se pode comparar a situação vivida hoje no Brasil a uma guerra", palavras do Comandante. O que dizer depois destas declarações dadas pelo chefe da polícia militar? Nada...só lamentar a má administração dos últimos governos, que deixaram a situação chegar à este ponto, onde "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"... que o povo brasileiro saiba apertar "corretamente" os botões da urna eletrônica nestas eleições, e que "Deus nos ajude"...