Na última quinta-feira, dia 25, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram em frente à Sabesp, localizada no bairro Pinheiros. Segundo estimativa da Polícia Militar da cidade, o protesto reuniu cerca de 5 mil pessoas.

Além de protestar pela falta de água em bairros da periferia da cidade de São Paulo, também reivindicaram moradia. O protesto teve como ponto inicial o Largo da Batata, às 16h, local cada vez mais usado como ponto de encontro para grandes manifestações da cidade.

Segundo integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o problema da falta de água é maior longe do centro da cidade.

Publicidade
Publicidade

Após se reunirem no Largo da Batata, os manifestantes seguiram pela zona oeste da cidade, pela movimentada avenida Faria Lima até a sede da Sabesp, companhia responsável por serviços de água e esgoto da cidade.

Ao chegar à sede da Sabesp, os manifestantes pretendiam entregar uma lista de reivindicações para a empresa. A Sabesp divulgou que o líder do MTST e oito integrantes da comissão entraram em reunião por volta das 17h com dirigente da empresa.

Antes de alguns integrantes do movimento entrarem em reunião com a Sabesp, os manifestantes fizeram alusão à dança da chuva, com rostos pintados e cocares nas cabeças. Por volta das 19h, o Terminal Pinheiros fechou por causa da manifestação, pois fica ao lado da sede da Sabesp. Já por volta das 20h, pista local da Marginal Pinheiros foi interditada por alguns minutos.

Publicidade

Segundo os integrantes do MTST que participaram de reunião com a Sabesp, a manifestação abriu o canal de diálogo com a empresa, que fará reuniões para discutir o assunto futuramente. Segundo Josué Rocha, do MTST, a primeira reunião está marcada para o dia 7 de outubro. Segundo ele, os diretores da Sabesp explicaram que alguns bairros da capital sofrem com a água de água durante alguns períodos devido a modificações na sua pressão. Os integrantes do movimento reclamam de "racionamento seletivo", já que pouco afeta bairros nobres da capital.

Apesar de transtornos para o trânsito da região, a manifestação foi pacífica. O protesto foi acompanhado por cerca de 800 policiais. #Desemprego