O rio São Francisco é considerado um dos rios mais importantes do Brasil. Apelidado de "a caixa d'água do país" ele corta cinco estados brasileiros (Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco, Bahia e Sergipe) até desaguar no oceano Atlântico. Sendo conhecido também como o rio da integração nacional, devido à sua importância econômica e sócio ambiental, por unir diversidades étnicas e culturais do país, aproximar o sertão do litoral e permitir que a população faça os mais diversos usos dele, tais como o abastecimento humano, a geração de energia, navegação, piscicultura, turismo e lazer. Uma de suas principais nascentes está localizada na região centro oeste do estado de Minas Gerais, dentro do Parque da Serra da Canastra, município de São Roque de Minas.

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A região sudeste do Brasil está passando por uma das piores estiagens dos últimos tempos. Em decorrência disso, esta semana, lamentavelmente, foi dada a notícia de que a nascente em terras mineiras, também chamada de berçário do "Velho Chico", secou.

O fator climático é a principal atribuição dada à morte da nascente. Não chove significativamente na região desde março deste ano. Além da nascente outros olhos d'água e pequenos córregos tributários do São Francisco também pararam de correr, agravando ainda mais a situação. No entanto, a expectativa é que com as chuvas de fim de ano, as águas alimentem o lençol freático e os cursos d'água voltem a correr.

Com a ausência de chuvas, a incidência de queimadas aumenta, provocando também a morte da nascente. No entanto, o elemento climático não foi determinante para a morte da nascente.

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Os desmatamentos e assoreamentos em todo o país também contribuem para a diminuição dos volumes de água no rio, de forma que para reverter esta situação é necessário maior fiscalização e penalidades para estes tipos de atividades.

Espera-se que esta situação de calamidade na bacia do rio São Francisco chame a atenção das autoridades governamentais quanto ao modelo de uso das águas do "Velho Chico", ou seja, é necessária uma revisão das outorgas da água e as hidrelétricas instaladas na bacia.

De maneira similar ao que aconteceu no Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, é eminente que as agências reguladoras e fiscalizadoras, em nível estadual (IGAM) e federal (ANA) revisem a concessão das outorgas do uso das águas e, se for necessário, que autorizem até mesmo a suspensão das mesmas, de forma que todos os poderes se esforcem para construir um grande pacto em torno do uso sustentável das águas e que leve em conta períodos de escassez de chuvas, como está ocorrendo nos últimos meses.

Além desta ação, é necessário também que medidas para promover o racionamento da água na bacia sejam adotadas pela população, de forma que os efeitos do secamento da nascente sejam amenizados e quem sabe, com o período de chuvas chegando, a nascente volte a correr. #Natureza