Todos sabemos que nossas geleiras estão derretendo devido ao aquecimento global, e que daqui há muitos anos o planeta sofrerá mudanças radicais; o nível do mar subirá absurdamente, podendo chegar até a 65 metros se todas as geleiras derreterem. A Europa deverá ter sua área praticamente toda coberta por um grande deserto, o gelo do Himalaia desaparecerá, assim como das Montanhas Rochosas e dos Andes, mexendo com o abastecimento de água potável das Américas. Na Índia, as monções também sofrerão mudanças e a população ficará sem suas terras férteis para o plantio e sobrevivência. A previsão é de que a temperatura fique 4º mais quente e esse aumento de temperatura desencadeará grandes mudanças e turbulências para a humanidade.

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Há 3 milhões de anos atrás, o planeta era 3º mais quente do que hoje e o nível do mar era cerca de 20 metros mais alto.

A Nasa hoje possui satélites em monitoração constante das geleiras. As medições que antes eram feitas com estacas enfincadas no gelo e eram muito trabalhosas, hoje foram substituídas pelos dados científicos dos satélites, como o Grace (Experimento de Clima e Recuperação de Gravidade), que através de duas espaçonaves mede a gravidade da terra. Quando as geleiras derretem em parte do planeta, esta área perde peso e sofre um  enfraquecimento em seu empuxo gravitacional. Já o satélite IceSat mede a altura das geleiras por meio de laser. Esses dados foram apresentados em matéria do New York Times recentemente.

São gastos US$ 900 milhões em pesquisas sobre mudanças climáticas e seus efeitos catastróficos sobre o planeta.

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Cerca de 140 fundações recebem dos governos do mundo esta quantia para estudar causas e efeitos do aquecimento global. A Nasa afirma que na Antártica Ocidental, a situação já é irreversível e as geleiras não pararão de derreter até desaparecer, devido ao aquecimento das águas do mar, situação muito ruim em relação à qualquer outra parte da Antártica. Se não mudarmos de atitude e comportamento, a temperatura no mundo poderá subir em até 2º graus, e isso logo mais, em 2036.    

Groenlândia e Antártica detêm calotas glaciais gigantescas e a atenção com relação à derretimento impactante em nosso planeta, deve ser voltada principalmente para estas duas regiões. Só a Groenlândia pode elevar o nível do mar em 7 metros, caso sofra derretimento em grande escala, pois possui 10% do gelo do mundo. Um estudo recente, publicado na  "Nature Geoscience", alerta para o fato de o derretimento na Groenlândia estar acontecendo em velocidade e escala muito maiores do que achávamos, pois muitas geleiras fluem nas águas quentes em volta da Groenlândia.

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De acordo com a Universidade da Califórnia, há cânions profundos abaixo das calotas glaciais, assim mesmo que as calotas glaciais recuem, ainda estarão em contato com a água aquecida e derreterão.

Já a Antártica detêm os outros 90% do gelo da terra, e parece que por enquanto, apesar do aquecimento global, as nevascas que lá ocorrem mantêm o nível das calotas glaciais, mas o perigo está nas depressões que deixam o gelo em contato com a água quente, acelerando o derretimento. De acordo com o satélite CryoSat da Agência Espacial Européia, na Antártica já se desprenderam cerca de 160 milhões de toneladas métricas de gelo por ano, entre 2010 e 2013, já pensou?

É bom acordarmos e tentarmos estacionar os estragos, já que não podemos consertar o que está feito. Como no filme "O dia depois de amanhã", tudo está acontecendo em alta velocidade e aquilo que esperamos para daqui há um século, está bem mais para daqui a poucos anos. E se nós não estaremos aqui para ver e sofrer com as grandes mudanças climáticas, pois as pequenas já estamos sentindo, nossos filhos estarão e os filhos deles não conhecerão o mundo como hoje o conhecemos.    #Natureza