A presidente Dilma Roussef chegou hoje de manhã (23/09) em Nova York para participar da Cúpula de Mudança de Clima, convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. O encontro reúne representantes dos estados membros da ONU, entidades da sociedade civil e instituições privadas. O objetivo deste evento é debater os assuntos da agenda climática.

Na reunião de hoje a presidente destacou as ações do Brasil no cenário ambiental, não somente na Amazônia, mas também no bioma Cerrado. Segundo a presidente, o país tem tomado medidas que têm reduzido a emissão de gases do efeito estufa consideravelmente e que o desmatamento na Amazônia também foi reduzido em 79%.

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Ela ainda ressaltou que a articulação entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental é possível e que o Brasil tem reduzido a desigualdade social e a pobreza sem afetar o meio ambiente, diferentemente dos países desenvolvidos que cresceram sustentados por altas taxas de emissão de gases do efeito estufa.

Dilma fará a abertura do debate geral da 69º Assembléia Geral da ONU nesta quarta-feira e é esperado que ela aproveite a oportunidade para destacar os avanços na área social do Brasil, tal como a redução da pobreza extrema e a melhoria da segurança alimentar no país. Além disso, há expectativa ainda de que ela ressalte a defesa à implementação do Marco Civil da Internet no Brasil como modelo regulatório a ser seguido e a criação do Banco de desenvolvimento dos Brics (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul).

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Dois dias antes do início do evento, no domingo 21/09, as marchas contra as mudanças climáticas reuniram mais de 1200 organizações da sociedade civil e aproximadamente 600 mil pessoas no mundo inteiro, em cidades como Nova York, Roma, Istanbul, Rio de Janeiro, Sidney, Paris, entre outras. Apenas em Nova York, aproximadamente 300 mil pessoas, incluindo celebridades como Leonardo Di Caprio e Mark Ruffalo, foram às ruas para demonstrar a sua insatisfação com o atual tratamento dado pelos líderes mundiais às mudanças climáticas.

As manifestações populares apontam o desejo das populações de que os chefes de estado tratem as mudanças climáticas como um tema prioritário. A reunião de diversas pessoas espalhadas no mundo inteiro demonstram que o debate sobre as alterações climáticas não está mais apenas restrito aos especialistas, acadêmicos, técnicos e políticos. Este foi um domingo histórico pois as marchas em diversas cidades pelo mundo demonstraram que o debate sobre este assunto transborda as fronteiras dos especialistas na área e chega ao conhecimento popular como um tema de grande importância para o dia a dia do cidadão comum.