Esperando que o candidato Aécio Neves seja eleito, faço o trocadilho do título, imaginando as mudanças e as "cabeças" que terão de ser "cortadas" para que possamos passar de "país da corrupção" para um possível "país das maravilhas". Afinal a esperança de que a honestidade seja inerente a políticos eleitos é a última que morre, não é? E mudar é necessário, pois o PT realmente elevou a palavra "corrupção" a um nível jamais visto antes por aqui. Mas infelizmente a memória do povo é muito curta, curta até demais... Vamos lembrar um pouquinho:

Houve o golpe dos deputados sanguessugas em 2006, que basicamente consistia em embolsar dinheiro destinado à compra de ambulâncias e também o mensalão do PT e sua base aliada.

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A "chave de ouro" foi quando deixaram que, do presídio, um deputado federal continuasse seu mandato como se nada tivesse acontecido. Alguém aí se lembra do deputado federal do PMDB, base aliada do PT, Natan Donadon, que foi preso por desviar dos cofres da Assembleia Legislativa de Rondônia, juntamente com seu irmão Marcos, a bagatela de R$ 8,4 milhões? E após uma assembleia secreta, onde seus companheiros votaram por deixá-lo no poder, ou omitiram-se do voto, ganhamos um deputado com um gabinete muito especial: uma cela dentro do Presídio da Pampulha, em Brasília.

Aos 28 de agosto de 2013, ele chegou algemado ao plenário e obteve a chance de discursar na tribuna. Contou de seus sofrimentos nos últimos 2 meses de prisão e tentou emocionar a todos, contando que não havia água para o banho, quando tentou arrumar-se para vir ao "trabalho".

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Imagine, um homem condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 13 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato, continuar seu mandato de deputado, podendo sair do presídio para ir "trabalhar", é ou não é uma vergonha? A bancada dos presidiários, de acordo com a revista Veja, de 04 de setembro de 2013, já nasceu com 6 condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, o próprio Donadon e os cinco abaixo:

- José Genoíno, deputado do PT de São Paulo, condenado a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

- João Paulo Cunha, deputado do PT de São Paulo, condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.

- Valdemar Costa Neto, deputado do PR por São Paulo, condenado a 7 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

- Pedro Henry, deputado pelo PP de Mato Grosso, condenado a 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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- Ivo Cassol, senador pelo PP de Rondônia, condenado a 4 anos, 8 meses e 26 dias de prisão em regime semiaberto pelo crime de fraudes em licitações.

Mas este foi só o início do escândalo. Muitos foram denunciados e julgados no que ficou conhecido como o mensalão do PT, e ao término dos julgamentos, muitos foram condenados. José Genoino era na época presidente do PT e era quem assinava os empréstimos forjados, neste que foi o maior esquema de corrupção da história de nosso país. José Dirceu, o líder do mensalão, era o "negociador" no esquema clandestino que distribuía recursos ao PT e seus aliados para garantir o apoio no Congresso. Marcos Valério foi o criador deste esquema clandestino que financiava o PT, sobre o qual diz o Lula: "Eu não sabia", será que eu acredito nisso? O esquema do financiamento consistia em desviar recursos obtidos com contratos de publicidade firmados com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados e usar empréstimos fraudulentos dos bancos Rurais e BMG para disfarçar a origem do dinheiro. À Delúbio Soares de Castro cabia a distribuição dos recursos aos partidos aliados ao #Governo. Foram tantos os envolvidos e condenados que é difícil até lembrar de todos sem uma bela revisada nos registros da imprensa.

Mas e a nossa Presidente Dilma, como se posicionou nesta história toda? Bom, ela defendeu o seu antecessor Luís Inácio "Lula" da Silva e comparou-o a Nelson Mandela... Desculpe... Como? Quase sofri uma parada cardíaca, imagine o que diria Mandela se ouvisse tamanha "barbaridade"... Durante a abertura do congresso do PT à época do mensalão, partidários gritavam frases de apoio aos ex-dirigentes do partido condenados por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF). José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram ovacionados como "guerreiros do povo" e os petistas gritavam a Lula que defendesse os companheiros. Lula que havia prometido falar sobre o escândalo do mensalão acabou por falar em "campanha de difamação".

Será que já deu para dar uma "refrescada" na memória? Tem muito mais... é só procurar na história política do país em jornais, revistas, arquivos de mídia, e abrir os olhos para o segundo turno.