Após o término da apuração dos votos ontem à noite, Aécio Neves, do PSDB, ligou para a reeleita presidente Dilma Rousseff, do PT, e a parabenizou por sua vitória, segundo reportagem do G1. "Cumprimentei agora há pouco por telefone a presidente reeleita e desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo. E ressaltei que considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros", palavras dele na coletiva de imprensa dada em um hotel no centro de Belo Horizonte após a constatação da derrota.

O candidato estava tranquilo e ciente, segundo suas próprias palavras, do dever cumprido.

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Disse que São Paulo é quem retrata hoje o sentimento que tem em sua alma e em seu coração. Agradeceu aos 50 milhões de brasileiros que votaram nele e confiaram no seu projeto de mudança. Disse que jamais se esquecerá das cenas vividas nos últimos meses da campanha eleitoral. Por fim, uma frase traduziu seus sentimentos: "Combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé".

No domingo, 26 de outubro de 2014, milhões de brasileiros frustraram-se com uma derrota por uma margem tão estreita de votos. Faltou tão pouco para se conseguir as mudanças sonhadas por tantos. Foi uma batalha acirrada, mas perdeu-se, fazer o quê? Agora é continuar exercendo os direitos de cidadãos brasileiros, exigindo mudanças para melhor e um governo transparente, onde não haja mais lugar para corrupção. Continuar batalhando por um país onde a economia possa crescer e sair da estagnação, onde brasileiros trabalhadores sejam os mais beneficiados e recompensados e a criminalidade seja duramente combatida - é o pensamento de todos da oposição.

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O senador eleito pelo PSDB, José Serra, afirmou que a oposição agora está mais forte e pronta para lutar por todos os brasileiros e que essa pequena diferença de votos no segundo turno mostra isso, conforme reportado na mesma matéria. "Significa que aquilo que se chama oposição no Brasil tem uma força muito grande. E nós vamos usar essa força em benefício do Brasil, da sua unidade, da superação dos problemas que estamos vivendo na economia, que estamos vivendo na educação, que estamos vivendo na saúde. Nós vamos jogar todo esse peso na direção do enfrentamento dessas questões", palavras de José Serra.  

Agora nos resta mesmo aguardar que ocorram mudanças por parte de Dilma quanto aos setores que foram ressaltados pela oposição durante a campanha. Os cientistas políticos Renato Perissinotto, da Universidade Federal do Paraná, Carlos Melo e Antonio Carlos Mazzeo, da Unesp, afirmam que ela deverá estar atenta às mudanças que atendam às necessidades da classe média urbana, tais como efetuar uma reforma tributária, tomar medidas para melhorar os serviços públicos, criar um ambiente favorável para destravar o investimento privado, combater efetivamente a corrupção.

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São muitos os tópicos que levaram a oposição ao alto índice de votação que obteve e que devem ser observados pelo governo de Dilma Rousseff neste novo mandato.