Foi confirmado um segundo caso de profissional de saúde infectado pelo vírus #Ebola no Texas. Segundo o Departamento de Serviços de Saúde do Estado do Texas, assim como a primeira paciente, a segunda paciente infectada também participou do tratamento do paciente liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu no Texas Health Presbyterian Hospital de Dallas no dia 8 de outubro. Thomas havia viajado da Libéria para o Texas em setembro e dias após sua chegada apresentou os sintomas do Ebola.

A primeira pessoa a ser diagnosticada com o vírus foi a enfermeira do hospital mencionado, Nina Pham, de 26 anos. Para tratar a doença Nina recebeu transfusão de plasma retirado do sangue do médico texano Kent Brantly.

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Kent contraiu a doença quando trabalhava na Libéria como voluntário em um grupo missionário e se curou da doença.

Não foram divulgados nome e cargo do paciente infectado. Ele foi isolado imediatamente após começar a ter febre no último dia 14. As autoridades locais pediram que os 132 passageiros que estiveram no mesmo voo que a paciente infectada (voo Frontier Airlines que partiu de Cleveland para Dallas no dia 13 de outubro) procurem os Centros de Controle de Doenças. Outras 48 pessoas que tiveram contato com o liberiano estão sendo monitoradas, além dos outros profissionais de saúde que tiveram contato com o mesmo. Este é o segundo caso de Ebola transmitido no país.

Entenda o que é o Ebola

Em 1976, o vírus do Ebola surgiu pela primeira vez em surtos em Yambuku, República Democrática do Congo e em Nzara, no Sudão, simultaneamente.

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A doença leva o nome do Rio Ebola, localizado próximo às áreas do surto. Considera-se os morcegos frutívoros como os hospedeiros naturais do vírus. As cinco espécies do vírus Ebola são: Costa do Marfim, Bundibugyo, Reston, Sudão e Zaire. Os nomes foram dados a partir dos locais de origem do vírus. Quatro delas causaram a doença em humanos, exceto o vírus Reston.

Causas do Ebola

O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluidos corporais, e pode ser contraído de humanos e de animais de algumas áreas da África (chimpanzés, morcegos frutívoros, macacos, porcos-espinhos, gorilas e antílopes selvagens). O Ebola pode ser transmitido também para pessoas que têm contato direto com o falecido nos enterros.

Sintomas

Inicialmente, o diagnóstico não é preciso, pois os sintomas não são específicos, como erupções cutâneas e olhos avermelhados. Eles podem aparecer de dois a vinte e um dias após a pessoa ter sido exposta ao vírus. Febre hemorrágica, dor muscular, fraqueza, inflamação na garganta e dores de cabeça são características frequentas da doença. Os sintomas logo evoluem para vômitos, diarreia, deficiência nas funções hepáticas e renais, coceiras, e, em alguns casos, sangramento interno e externo, dificuldade para engolir e respirar e dores no peito.

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo de infecções por Ebola só pode ser feito após a realização de cinco testes diferentes de alto risco biológico, em laboratório.

Tratamento

Como ainda não há vacina ou tratamentos específicos para o Ebola. As medidas tomadas são: hidratação do paciente, tratamento de infecções e manutenção dos níveis de oxigênio e pressão sanguínea do paciente.

A OMS divulgou que 4.447 pessoas já morreram na epidemia do Ebola, no oeste da África, e há 8.914 novos casos prováveis ou suspeitos da doença. O fim de um surto de Ebola só pode ser oficialmente declarado após 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.