A boa notícia é que Deus não nos abandona não é?!

Meu esposo e eu somos de São Paulo e para seguirmos em direção aos nossos sonhos, em novembro de 2013 decidimos vender todas as nossas coisas e ir para o Rio Grande do Sul morar em uma comunidade evangélica que estava sendo dirigida por um pastor que na época era nosso amigo. Tudo estava bem quando eles decidiram mudar de casa, alugaram uma mansão em uma das principais avenidas de Erechim, onde tinham em seu quarto banheira de hidromassagem, closet e sacada, nada contra alguém querer um pouco de luxo, o errado é esse luxo ser pago pelos outros.

Esses pastores, sem o menor constrangimento, nos colocaram para dormir na garagem, em um quarto tão pequeno que não cabia o meu filho Cauã de 8 anos, ele tinha que dormir no chão.

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Colocávamos o colchão de noite e tirávamos de dia, na época eu estava grávida de três meses.

O pastor sempre ligava o carro em frente à porta do quartinho onde estávamos, que não havia entrada e nem saída de ar, somente um vitrô improvisado no canto da parede. Eles rejeitavam meu filho como se ele fosse um animal, enquanto suas três filhas excluíam ele das brincadeiras, tirando-lhes até os amiguinhos, eles levavam para brincar na banheira deles todos, menos o meu filho. Foi assim que ficamos por dois meses, até que um dia os pastores vieram nos cobrar o excesso de água, certamente causado pelo excesso de uso na banheira e nós discordamos. Isso foi a gota d' àgua, para que nos expulsassem da comunidade. Antes porém haviam discordâncias de muitos dos métodos que eles diziam usar para libertação, começamos a ver muitas divergências bíblicas, como por exemplo, comer cérebro de porco na ceia de Natal, fazer com que pessoas rolem em cinzas e comam gafanhotos, ao meu esposo deram um vivo e o fizeram comer.

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São rituais e não orações, segundo a Bíblia somos libertos pela verdade que é Jesus Cristo ( Se pois o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres - João 8:36).

Ao nos expulsarem naquela quinta-feira aquele pastor sabia da nossa condição: eu grávida de 5 meses, meu filho de 8 anos, meu esposo desempregado, sendo que anteriormente eu já havia sofrido dois abortos Não conhecíamos ninguém e não tínhamos para onde voltar, pois havíamos vendido todas as nossas coisas e entregado a casa.

Mas Deus não nos abandonou, uma semana antes do ocorrido conhecemos um casal que nos indicou um outro casal para nos ajudar, eles saíram à procura de casa para nós e encontraram um local cem vezes melhor do que a garagem e se tornaram nossos amigos. No sábado antes de alugarmos este outro lugar, conhecemos um casal de pastores da #Igreja Pentecostal Missionária do Brasil e pedimos oração a eles, a missionária Net e Pr. Emanuel, é este o nome dos pastores que nos acolheram no meio da aflição, esses dois pastores haviam recebido na quinta-feira uma ligação de um outro pastor da cidade vizinha que dizia, chegará até vocês um casal de longe, são missionários e precisando muito de ajuda, acolha-os e os ajudem em oração.

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Nós não os conhecíamos, nunca ouvimos falar deles, mas em tudo Deus é fiel.

Você pode estar passando por um período difícil, talvez tenham pessoas ao seu redor que não são amigas, companheiras, podem até falar pelas suas costas e querendo o teu mal, talvez você não veja saída mas Deus é bom o tempo todo. Compartilhei essa #História, não para desmoralizar o pastor que nos fez mal, mas para engrandecer o nome do Senhor. Aprendemos muito, crescemos muito, no meio deste deserto Deus restaurou o meu casamento, uniu minha #Família, nos exaltou, ajudamos outras pessoas, fizemos amigos e através de nós muitos se encontraram e permaneceram em pé. Nós voltamos para São Paulo, não por que eles nos expulsaram de lá, voltamos três meses depois para que eu pudesse ter meu filho perto da minha família, como eu queria. Desejo que Deus abençoe todos os que lerem essa mensagem, com esperança, amor, força e fé.

Se quiserem compartilhar comigo um testemunho podem escrever para consultoria.alcance@gmail.com.

Abraços e até a próxima.

Gabi