Represas do estado de São Paulo têm seus níveis de água sendo diminuídos dia-a-dia devido consumo contínuo e ausência de chuvas. Segundo pesquisas, a estiagem na região sudeste está superando a que ocorreu em 1930.

Um dos maiores sistemas de abastecimento de São Paulo, o sistema Guarapiranga tem sofrido quedas significativas em seu volume de água. Nos últimos meses apresentava 70,3 % do volume total, em menos de 3 meses perdeu 15% chegando a 55,3%. São valores preocupantes visto que este sistema é responsável em abastecer quase 4 milhões de pessoas.

Em anos anteriores, como 2005 e 2009 o sistema apresentou valores abaixo de 55,3 % de volume disponível, porém o que preocupa neste momento, não é apenas a dificuldade em suprir o abastecimento da região, mas os problemas ambientais que estas condições acarretam.

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Muitos peixes saem das margens que estão secando e vão para lugares locais mais profundos e acumulam-se, o que pode gerar perda de alguns espécimes, devido ao pouco oxigênio disponível no pouco volume de água.

No interior do estado de São Paulo, vários reservatórios estão no limite do abastecimento. Na cidade de Araras, as quatro represas que abastecem a cidade estão com seus níveis abaixo do normal. A cidade investiu em campanhas de conscientização para evitar desperdícios e reutilização da água. Existe em último caso a possibilidade de racionamento, que poderá ser efetuado em regiões intercaladas da cidade, pois segundo o departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (SAEMA) as reservas nestas represas duram apenas dois meses.

A estiagem na região de Araras acarretou déficits no setor de empregos e serviços, estimam que mais de 800 trabalhadores tenham sido demitidos.

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A ausência de água afeta a agriculta em geral, indústria de transporte fluvial, indústria canavieira, entre outras. Decidem diminuir o quadro de trabalhadores devido perdas em colheitas, qualidade de matéria-prima e novos negócios.

Com previsões de chuva para o final deste mês, a população em geral deve evitar os desperdícios, minimizar o uso da água potável reaproveitando a água do enxágue das roupas para lavar quintal, calçadas e carros, e aguardar que ocorra uma mudança neste cenário seco que faz com que sofram grandes perdas inclusive da saúde com problemas respiratórios e viroses.

Portanto, cabe a todos preservar, reutilizar e praticar melhorias para que não ocorram maiores problemas quanto a ter ou não água em nossa torneira e manter o precioso recurso disponível a todos.