Na medida em que se aproxima o domingo das #Eleições (05/10), o destino do país nos próximos quatro anos fica cada vez mais incerto. Dentre os candidatos à presidência da República, temos apenas três que estão de fato na disputa neste primeiro turno: Dilma Rousseff (PT), que, a exemplo de seu antecessor Lula, concorre à reeleição; Aécio Neves (PSDB), atual senador e ex-governador de Minas Gerais, e herdeiro do legado de seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves; e Marina Silva (PSB), fundadora da CUT, ex-deputada e senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente. Os demais candidatos, como Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PHSC) e Levy Fidelix (PRTB), apesar de disporem de bons argumentos ou de um pequeno eleitorado que compartilhe de suas ideias políticas, não oferecem ameaça alguma à situação. Uma prova disso foi o último debate televisionado entre os candidatos, transmitido na noite de quinta-feira, 02/10, pela Rede Globo de #Televisão.

Com mais de duas horas de duração, o programa talvez tenha sido o programa mais divertido da emissora esse ano, onde a atenção de todos pairava sobre Dilma, Aécio e Marina. Não faltaram acusações, pedidos de resposta à produção, gaguejos da atual presidente, discursos ideológicos, risos sarcásticos entre a petista e o tucano, vários bolas-fora consecutivos de Fidelix, que destrói progressivamente a sua imagem com seus pensamentos retrógrados pseudorreligiosos (que culminou em dois ataques de risos da plateia), belíssimos argumentos de Luciana Genro e Eduardo Jorge, William Bonner (o apresentador do debate) cometendo várias falhas ao vivo, e precisando interromper demasiadamente quase todos os candidatos que não paravam de falar, mesmo zerando o tempo preestabelecido.

E no meio de todo esse espetáculo, está um país repleto de problemas, que cresce menos do que deveria, com rombos milionários por conta da corrupção e leis que só atrasam seu desenvolvimento. Cabe agora ao eleitor escolher qual o nome que deverá ocupar a cadeira que já foi de Collor, FHC, Lula e que ainda é de Rousseff.