Uma onda de tiroteios está tomando conta da cidade nos últimos dias. Nesta tarde o expediente da Fundação Oswaldo Cruz chegou a sofrer com um período de paralisação nas atividades por conta da intensa troca de tiros na região. Após quase uma hora fechada, a Avenida Brasil, foi reaberta. No local, até um tanque do exército foi acionado para impedir a passagem pela via. Funcionários da Fundação foram liberados com uma hora de antecedência.

Na manhã de hoje o clima era tenso na região do Conjunto de Favelas da Maré, assim como na Vila Cruzeiro. De acordo com a polícia, a troca de tiros durante a madrugada se deu pela disputa entre facções rivais.

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Policiais militares da Força de Pacificação encontraram um corpo de um homem nos arredores da Vila do João. A Divisão de Homicídios está investigando o caso e a segurança na região foi reforçada. À tarde, por volta de 12h, objetos foram lançados contra as bases das UPPs do Parque Proletário e da Vila Cruzeiro.

A Ladeira dos Tabajaras também ganhou reforço policial. No último domingo, uma patrulha da PM foi atacada por tiros no Morro dos Tabajaras. Ninguém se feriu.

Devido aos confrontos pela cidade, cerca de 10 mil alunos ficaram sem aula nas redes municipais. No conjunto de Favelas da Maré, quatro escolas, três creches e um centro de desenvolvimento infantil cancelaram as atividades do dia.

A violência nesse período de eleições tem se alastrado na cidade. Na noite desta terça-feira (30) quatro jovens sofreram uma tentativa de sequestro-relâmpago no bairro de Botafogo.

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Na fuga, uma das vítimas chegou a ser levada pelos bandidos. Após a perseguição, policiais do 2ºBMP conseguiram libertar a jovem na altura do bairro do Flamengo. De acordo com a polícia, a quadrilha era formada por quatro homens e uma menor. Apenas a adolescente foi presa. Os demais conseguiram fugir.

Na última segunda-feira (29) um Policial Militar também sofreu uma tentativa de sequestro-relâmpago no bairro de Padre Miguel, Zona Oeste. O agente estava de folga e foi buscar o filho na escola. Cerca de meia hora depois, a criança foi deixada em uma comunidade de Senador Camará, onde foi acolhida por um morador que fez contato com a família. O policial foi liberado no mesmo dia. Não há informações sobre hora e local exato.