Nesta manhã de sábado o prédio da Editora Abril amanheceu com a frente repleta de lixo e com pichações. Durante a noite de ontem manifestantes expressaram sua revolta diante do edifício. Essa manifestação se deu por conta de uma reportagem da revista "Veja" a respeito do escândalo de propina na Petrobrás.

Segundo a revista, o doleiro Alberto Yousseff teria declarado à Polícia Federal que tanto a presidenta Dilma como o ex-presidente Lula, ambos do PT, sabiam sobre um esquema de corrupção na Petrobrás que auxiliaria as campanhas petistas.

Como a revista afirma que Alberto Yousseff não apresentou quaisquer provas sobre o que supostamente teria declarado, a presidenta disse em seu horário eleitoral que isso é "terrorismo eleitoral" e que segundo ela a intenção da revista é a de interferir na eleição: "É mais do que clara a intenção malévola da "Veja" de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições.

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A começar pela antecipação de sua edição semanal para hoje, sexta-feira, quando, normalmente, chega às bancas no domingo."

Geralmente, a capa da revista "Veja" é divulgada no sábado, porém nesta semana foi antecipada para esta quinta, 23, há 72 horas do segundo turno das eleições para presidente. A revista diz que não tem intenção de "diminuir ou aumentar as chances de vitória de nenhum candidato". Em sua homepage a revista afirmou que antecipou sua edição em quatro das cinco últimas eleições e que certificou-se de publicá-la após confirmar o depoimento de Yousseff.

A presidenta afirmou que moverá quatro ações contra a "Veja" na Justiça: ação penal por calúnia e difamação contra a revista e o repórter autor do artigo; solicitação de investigação à PGR- Procuradoria Geral da República e ao STF - Supremo Tribunal Regional para apuração da suposta quebra de sigilo da delação do doleiro Yousseff e indenização ao PT pelo direito de imagens.

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Aécio Neves, também candidato à presidência do Brasil, alegou ter pedido ao seu partido, PSDB, que solicitasse a investigação dessas informações devido ao seu grau de gravidade e ainda afirmou que, caso o depoimento do doleiro se confirme , é sinal de que "houve operação de caixa dois na atual campanha." Disse também que os brasileiros merecem "uma resposta daqueles que hoje governam."

O advogado do doleiro, Antonio Figueiredo Basto, disse ter ficado surpreso com essas declarações e que desconhece quaisquer informações a esse respeito. Ele afirmou não ter conhecimento da denúncia envolvendo Dilma e Lula. Disse ter conversado com todos de sua equipe e que ninguém sabe sobre isso: " Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação", declarou ele para o jornal "O Globo". #Governo