Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, há uma grande diferença entre medo e fobia. Medo todas as pessoas têm, é até uma maneira de se preservar. Já a fobia é o medo exagerado, que limita a vida comum das pessoas, faz com que elas deixem de fazer coisas que fariam normalmente. Aproximadamente 25% das pessoas têm uma fobia.

A psicóloga Simoni Santana, formada pela Universidade Federal de São João del Rei, explica que existem fobias específicas. "As Fobias Específicas estão entre os distúrbios psicológicos mais comuns, afetando até 10% da população. A forma mais comum de Fobias são aquelas onde as pessoas sofrem o desconforto diante de animais como cachorros e gatos, de médicos, dentistas e de ambientes fechados ou escuros ou lugares altos ou em viagens de avião", relata a profissional.

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Tratamentos para as fobias

Uma pessoa que tem fobia precisa procurar um psicólogo ou um psiquiatra e o tratamento pode ser ou não, acompanhado de medicamentos. "Existem várias formas de abordagens terapêuticas no tratamento de fobias, desde o Cognitivo Comportamental (técnicas de relaxamento e dessensibilização sucessiva) até aos processos de análises e abordagens Psicanalíticas, que através do conhecimento da história de vida do sujeito buscam uma melhor compreensão de si mesmo", explica a psicóloga Simoni Santana.

Ela ainda sugere que a própria pessoa precisa ter a iniciativa de procurar ajuda. "Quem tem fobia sabe que os medos dela não são racionais. Isso faz com que elas acabem se sentindo envergonhadas com os seus sintomas. Para prevenir os sintomas de ansiedade ou de embaraço, elas evitam os fatores ou ansiedades que estão perturbando sua paz interior, interferindo em suas relações pessoais, ou lhe impedindo de viver normalmente em casa, na escola ou no trabalho," explica a psicóloga.

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"Por isso é muito importante que se tomem a iniciativa de procurar um profissional capacitado para ajudá-los no tratamento contra esses sintomas, buscando tratamentos adequados para cada caso", acrescenta.