O guineano Souleymane Bah procurou o atendimento de saúde da cidade de Cascavel/PR se queixando de febre. Como tinha vindo de uma região na qual há a existência da transmissão do Ebola, todo o protocolo de prevenção foi agilizado e a Organização Mundial da Saúde foi alertada.

O guineano foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ) onde está sendo acompanhado. As pessoas que tiveram contato com ele em Cascavel estão sendo monitoradas pela equipe de saúde. O paciente se encontra totalmente isolado e para que um médico ou enfermeiros entrem em contato com ele, toda a roupa e equipamentos de proteção individual necessários são colocados.

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A boa notícia é que desde que foi internado, Bah, de 47 anos, está estável, sem febre e sem nenhum outro sintoma que sugira a existência da doença. O primeiro exame de sangue já foi feito. O resultado foi liberado no dia 11 de outubro e deu negativo. Porém, isso não é suficiente para que o paciente receba alta.

O protocolo internacional exige a realização de um segundo exame que será feito no dia 12 de outubro com resultado previsto para o dia 13. Caso ele também dê negativo, o paciente terá alta e a monitorizarão das pessoas que tiveram contato com ele será finalizada, pois não haverá mais risco de ser a doença. Os dois exames são de responsabilidade do Instituto Evandro Chagas, no Pará. Só depois de o segundo resultado dar negativo é que o Ministério da Saúde tirará o homem do isolamento.

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Bah apresentou o sintoma, que poderia ser do Ebola, no 21º dia em que estava no Brasil, limite máximo de incubação do vírus. A Guiné, de onde ele veio, é um dos três países atingidos pela epidemia que já matou milhares de pessoas na África. Além de Guiné, Libéria e Serra Leoa também tem casos descontrolados da doença. Além disso, um homem morreu de Ebola nos EUA e uma enfermeira está sendo tratada na Espanha.

Transmissão da doença Ebola

Provocada por um vírus, o Ebola é transmitido por secreções (urina, fezes, vômito, sangue, suor, saliva, lágrimas, muco e sêmen) de pacientes com os sinais clínicos aparentes. A doença não é transmitida pelo ar. Os sintomas são: dores musculares, dor de cabeça, vômitos, diarreia febre, fraqueza intensa e dor de garganta. Por últimos há sangramentos internos e externos.

O Brasil não tem nenhum caso confirmado da doença. A recomendação é que seja evitada viagem para os três países com a epidemia. Caso ela seja necessária e intransferível, na volta da viagem a qualquer sintoma que a pessoa tenha deverá procurar imediatamente o atendimento de saúde. O Disque Saúde, do Ministério da Saúde, tem um telefone gratuito para tirar dúvidas. Basta ligar gratuitamente no número 136.