Suzane, presa condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais no ano de 2002, se tornou evangélica, conselheira de outras presas e agora está iniciando uma nova fase de sua vida: o casamento com outra detida. A notícia só foi divulgada nesta terça-feira pela Folha de São Paulo, no entanto Suzane Von Richtofen está casada com Sandra Regina Gomes, uma ex sequestradora condenada a 27 anos de prisão desde o último mês de setembro. O relacionamento foi assumido publicamente com a assinatura de um documento de reconhecimento de relacionamento afetivo entre ambas, o que era necessário para que viessem a ocupar uma cela especial destinada a presas casadas.

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Lá dividem espaço com outros oito casais.

Dentro do presídio, este documento tem o valor de uma certidão de casamento e também impõe regras no relacionamento entre as presas. Uma dessas regras é que caso a união seja dissolvida, as presas não podem se casar novamente por um período de seis meses. No caso de Suzane, sua companheira Sandra já estava dividindo a cela de casadas com Elizete e teve que passar por uma quarentena para então poder assumir o novo relacionamento e voltar à ala.

Antes de conhecer Sandra na fábrica de roupas onde trabalha com um cargo de chefia e iniciar o relacionamento, que teve ares de história de novela, incluindo um triângulo amoroso visto que Sandra estava vivendo maritalmente com Elizete Matsunaga na época, Suzane ocupava a ala das presas evangélicas desde o ano de 2002.

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Acredita-se que a união com Sandra é a razão para que ela abrisse mão da progressão de pena e do regime semiaberto ao qual tinha ganho o direito no mês de agosto e preferisse permanecer na cadeia em tempo integral. Isso aconteceu principalmente pelo fato de que, realizando a progressão da pena, ela teria que obrigatoriamente ser transferida para outra unidade prisional, pois onde se encontra em Tremembé não há o controle para o regime semiaberto.

Suzane, acusada de arquitetar e comandar a morte dos pais pelo então namorado e seu irmão, cumpre regime fechado, no entanto sempre obteve bom comportamento principalmente depois que passou à fé evangélica dentro do presídio. O crime, segundo ela, foi planejado pois o pai não aceitava seu namoro com Daniel, e em nome desse amor o crime aconteceu.