Suzane von Richthofen adiciona mais um capítulo à sua 'nova' vida atrás das grades. A jovem, que ficou conhecida pelo Caso Richthofen, assinou o documento de reconhecimento afetivo com a companheira de presídio, Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão por ter sequestrado um empresário na cidade de São Paulo. Antes de envolver-se com Suzane, Sandra era casada com Elize Matsunaga, presa pelo assassinato do marido Marcos Kitano Matsunaga em 2012. Suzane ocupa o cargo de chefia na fábrica de roupas do presídio de Tremembé, onde as três se conheceram. Segundo pessoas próximas ao casal, o relacionamento de Sandra e Eliza terminou devido às interferências de Suzane.

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Em setembro, Suzane deixou a ala das evangélicas e passou para a ala das casadas, onde divide desde então uma cela especial com Sandra. As duas dividem o espaço com outros oito casais. No presídio de Tremembé, o documento de reconhecimento afetivo tem o significado de uma Certidão de Casamento. O documento permite ao casal o convívio marital e impõe algumas regras de convivência como, por exemplo: após uma separação, a presa só poderá voltar a ocupar a cela especial (destinada a casadas) depois de seis meses.

Relembre o Caso Richthofen

Suzane von Richthofen chocou o país em 2002 ao se envolver no assassinato de seus pais, Marísia e Manfred von Richthofen. O crime contou com a participação de Daniel Cravinhos, seu namorado na época e do irmão do mesmo, Cristian Cravinhos.

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Todos confessaram o crime e afirmaram que o motivo pelo qual arquitetaram a morte do casal foi a recusa dos pais de Suzane em aceitarem o relacionamento da filha com Daniel. Marísia e Manfred dormiam em sua casa quando foram mortos a golpes de barras de ferro desferidos pelos irmãos Cravinhos. Em seu depoimento, Suzane disse que ficou na sala sentada no sofá tapando os ouvidos, pois não queria mais que seus pais morressem.

Em 2006, os três foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado. Suzane foi condenada a 39 anos de reclusão em regime fechado, seis meses de detenção no regime semiaberto e multa, dos quais já cumpriu 12 anos; Daniel, a 39 anos e seis meses, no mesmo regime de Suzane; e Cristian, a 38 anos e seis meses em regime fechado. Daniel e Cristian estão cumprindo pena em regime semiaberto na penitenciária de Tremembé II, desde fevereiro de 2013. Em abril desse ano, um novo exame criminológico concluiu que Suzane ainda não estava apta para passar para o regime semiaberto. O exame foi encomendado pela Justiça de São Paulo.

O Ministério Público acredita que Suzane foi a mandante e mentora do crime. O casal deixou uma herança de cerca de R$ 11 milhões, da qual Suzane abriu mão em sua tentativa de se reaproximar do irmão.