Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, melhorar os padrões de #Educação e formação profissional para os adultos, bem como a expansão da provisão de creches, vão estar no centro dos esforços do Brasil nos próximos anos. Introduzido em 2003 pelo governo do presidente Lula da Silva, se estima que o programa Bolsa Família manteve 36 mil famílias acima do nível de pobreza extrema e foi responsável por uma queda dramática da mortalidade infantil, com 0-5 mortes por diarreia caindo 46% e as mortes por desnutrição para 58%. Segundo Tereza Campello, o programa não foi o único responsável pelo progresso socioeconómico do país: entre 2002 e 2013, 20% da população brasileira mais pobre viu sua renda aumentar 6,2%, enquanto que 20%, que se encontrava no topo viu um aumento de apenas 2,6%.

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"Todo mundo acha que é por causa do Bolsa Família, mas não é o caso", disse Campello aos jornais. "O Bolsa Família é um pequeno contributo, mas nós também tivemos um crescimento de 72% no salário mínimo - acima da taxa de inflação - e um aumento de emprego de 20.8 mil".

A ministra destacou que a educação continuará a ser o foco principal das estratégias de combate à pobreza da presidente Dilma Rousseff. "Nossas crianças pobres não têm acesso suficiente à educação pré-escolar", diz a ministra. "Queremos garantir que até 2016, todas as crianças entre 4 a 6 anos possam ir à escola, e estamos começando a expandir a prestação de berçário para 0-3 anos de idade. É particularmente importante no Brasil, porque quando as crianças estão na escola, elas estão sendo estimuladas e recebendo refeições escolares gratuitas.

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Também permite que a mãe e o pai possam trabalhar. Se você é de uma família muito pobre com crianças pequenas, é muito limitante e um dos pais teria que ficar em casa".

De igual importância, disse Campello, foi a elevação dos padrões educacionais, melhorando a formação de professores, construção de bibliotecas e laboratórios - e assegurando que as crianças passam um dia inteiro na escola. "Temos feito grandes esforços para ter um dia de escola integral", diz Campello. "É vital que as crianças mais pobres permaneçam na escola: não só eles podem receber refeições gratuitas como podem ser mantidos longe da violência e da criminalidade. Precisamos expandir a oferta da escola, mas nós temos uma limitação física, pois há 260 mil escolas no Brasil - nós não estamos falando de um país pequeno ". Outro ponto importante é a expansão de oportunidades para os adultos no que diz respeito à qualificação profissional. "Uma proporção significativa da população já trabalha nesses sectores, mas precisamos melhorar suas habilidades. Treinar as pessoas mais pobres seria uma oportunidade para eles e para o Brasil como um todo".