O segundo semestre de 2014 foi para o Brasil marcado por atos sociopolíticos de proporções imensuráveis, que foram resultado da morte de um candidato presidenciável à reeleição da presidente. E nesse período os brasileiros brigaram entre si e por si como nunca. Os ataques pessoais (e baixos!) dos dois últimos candidatos à presidência da República davam o tom também entre os seus adeptos partidaristas nas redes sociais. Instalou-se o caos de bate-bocas e ofensas despropositadas.

O fato, é que, depois de todo o tumulto das eleições, milhares de brasileiros foram às ruas "gritar" por algo que eles julgam ser necessário e urgente.

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Ano passado as manifestações chamaram a atenção do mundo todo. Mas foi legal, literalmente no mais amplo sentido dessa palavra, pois não era só pelos 0,20 centavos, mas tinha todo um conjunto de reivindicações justificáveis. Como dessa vez não conseguiram armar o mesmo circo, foram às ruas então os brasileiros que queriam a intervenção militar. Pra que mesmo?

Com ordem de "não queremos ditadura" e pedindo intervenção militar? Ora, e o que tínhamos no período ditatorial então? Se tentássemos olhar sob uma ótica menos crítica, poderíamos pensar que tais brasileiros não querem a volta do regime militar, mas que os militares entrem em cena para ajudar o Brasil a "voltar" para os trilhos? É complexo e incoerente, mas não podemos pensar que tenha brasileiros querendo aquele pacote que já experimentamos nas décadas de 60 a 80.

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Entretanto, um outro grupo de brasileiros não acredita que os militares possam ajudar, e então resolveram solicitar a intervenção americana. (Sério isso?!) Foi criada uma petição que já conta com mais de 170 mil assinaturas, sendo que precisava de pelo menos 150 mil para que a Casa Branca se pronunciasse a respeito. O que se vê pelo mundo afora sobre a intervenção americana não é lá coisa tão boa!

Não se sabe se o brasileiro está movido pela vontade (apenas) de alternância política e insatisfação com o atual #Governo federal ou se, de fato, há uma minoria crescente (diga-se, manipulada) à espreita de um novo golpe. As críticas para tais pedidos de intervenção geraram comicidade e sugestão para o pedido de uma nova intervenção: a psiquiátrica! O fato, é que com ou sem intervenções (tomara que seja sem), o Brasil está "rachado", dividido, e precisa encontrar sozinho a melhor maneira de se redemocratizar. A insatisfação com o governo federal sempre houve e sempre haverá, mas o respeito às lideranças políticas e ao direito de cada um se expressar deve ser premissa ante uma democracia. A intervenção deve ser de uma boa dose de bom senso, de cada um, e esperar que dias melhores virão. E viva a democracia!